Um domínio com competitividade

O Moto GP tem sido pródigo em pilotos dominadores. Durante a sua história foram vários os que venceram campeonatos consecutivos. Mas isso não significa falta de competitividade, pelo contrário.

São raros os Grandes Prémios em que o vencedor não tem de enfrentar ataques e contra-ataques, garantindo ao desporto uma espectacularidade que torna os fim-de-semanas das corridas autênticas peregrinações dos amantes das duas rodas, como se pode comprovar com o sucesso do Grande Prémio de Portugal, no Autódromo do Estoril.

“O doutor” Valentino Rossi é o perfeito exemplo de domínio. Soma seis títulos na classe rainha, mais um em 250 cc e outro em 125 cc. Mas apesar do italiano ser considerado um prodígio para as motos, nos últimos três anos tem sofrido uma forte concorrência. Recuando no tempo, Michael Dohan, Wayne Rainey e Giacomo Agostini (o detentor do recorde de mais títulos mundiais na principal cilindrada, sete) são alguns dos mitos criados nesta competição que tão bem prepara os pilotos que chegam ao topo. Antes de chegarem ao Moto GP, a escola das 125 e 250 tem sido uma montra para aqueles que se assumem como candidatos ao título máximo. Porém, a história demonstra que o talento nas categorias inferiores nem sempre chega no Moto GP. Por exemplo, Max Biaggi venceu quatro mundiais nas 250 cc, era visto como um dos melhores pilotos de sempre, mas não triunfou na classe rainha.

O Moto GP tem sabido acompanhar a evolução da tecnologia. As motos aumentaram de cilindrada e este ano até já houve um Grande Prémio nocturno. Tudo em nome do espectáculo nas duas rodas.

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