Rosa Mota na corrida para a presidência do COP

Rosa Mota é apontada como uma potencial candidata à liderança do Comité Olímpico de Portugal. O nome da campeã olímpica da maratona em Seul'88, que se encontra-se em Pequim, a acompanhar o desenrolar dos Jogos, é o mais unânime junto dos atletas e dirigentes que integram a selecção portuguesa, para suceder a Vicente Moura, segundo soube o DN.

Aquela que é considera, para muitos, como a melhor atleta portuguesa de todos os tempos integrar a Comissão de Atletas da Agência Mundial Antidopagem (AMA). A antiga campeã é embaixadores desse organismo internacional junto dos atletas de alta competição, participando também em acções educativas.

 Nas grandes manifestações desportivas (Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais e Europeus), tem como função acompanhar os atletas e recolher opiniões. Recorde-se que após o não apuramento de Naide Gomes para a final do triplo salto e o quarto lugar de Gustavo Lima na classe Laser da Vela, o actual presidente do COI anunciou na terça-feira que não se recandidatava ao cargo de presidente do organismo máximo olímpico, mandato que termina em Dezembro. Essa decisão vem na sequência dos maus resultados dos atletas luso que não atingiram o objectivo da conquista de quatro a cinto medalhas assumido pelo COP em Pequim.

Entretanto, Roberto Carneiro, ex--ministro da educação, Manuel Brito, ex-presidente do Instituto do Desporto de Portugal, e Paulo Frichknecht, antigo atleta olímpico, e actual presidente da Federação Portuguesa de Natação, estão entre os nomes que também poderão avançar para uma candidatura às eleições para o cargo com votação das federações olímpicas nacionais.

Ainda ontem, em Pequim, Carlos Lopes, campeão olímpico da maratona em Los Angeles '84 defendendeu a recandidatura de Vicente Moura acreditando que o dirigente "irá reconsiderar a sua decisão", defendendo o antigo campeão que o dirigente é a pessoa "indicada e com sensibilidade" para liderar o movimento olímpico em Portugal.

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