Benfica campeão na época do surpreendente Braga

Uma segunda volta quase imaculada e embalada com a vitória na Luz sobre o FC Porto construíram o 32.º título nacional de futebol do Benfica, que teve quase sempre um improvável Sporting de Braga à perna.

Faltavam duas jornadas para o fim da primeira volta. Sporting de Braga e Benfica partilhavam o primeiro lugar, com vantagem para os minhotos, que tinham infligido a única derrota aos "encarnados" (2-0 em Braga), e FC Porto perseguia a dupla, a um ponto de distância.

O Sporting de Braga ganhou em Paços de Ferreira e não descolou, mas o FC Porto foi derrotado na Luz, com um golo solitário de Saviola. Ficou a quatro pontos e perdeu definitivamente o contacto com o pelotão da frente.

Dado o "safanão" ao tetracampeões, faltava o Sporting de Braga. Os minhotos ainda se isolaram na frente, aliando a vitória no Restelo sobre o Belenenses (3-1) ao empate do Benfica em Setúbal (com Óscar Cardozo a falhar uma grande penalidade já nos descontos).

A goleada sofrida pelos bracarenses no Dragão, por 5-1, confirmou a vantagem que o Benfica tinha ganho antecipadamente com o triunfo por 3-0 sobre a União de Leiria, num jogo disputado quase duas semanas antes a pedido dos "encarnados", em virtude da presença na Liga Europa.

Enquanto o Benfica continuava embalado nas vitórias depois do "semi-tropeção" no Bonfim, o Sporting de Braga "imitava" o Benfica e também deixava dois pontos em Setúbal, a duas jornadas de visitar a Luz.

Foi com três pontos de vantagem que o Benfica recebeu na Luz o Sporting de Braga, na 24.ª jornada. Tal como já tinha sucedido frente ao FC Porto, também bastou um golo, apontado por Luisão nos descontos da primeira parte, para os "encarnados" darem novo "safanão" na concorrência, entrando para as últimas seis jornadas uma "folga" de seis pontos.

Um ataque "demolidor", com o Benfica a marcar pelo menos quatro golos em nove jogos e a atingir uma média de mais de 2,5 golos por encontro, foi convencendo os mais cépticos, sobretudo os que mostraram algumas dúvidas sobre a escolha de Jorge Jesus para o comando técnico.

As hostes começaram a animar logo na pré-temporada, com os "aperitivos" dos triunfos em torneios como o de Amesterdão e Guadiana. O campeonato até começou com um desanimador empate na Luz com o Marítimo (1-1), mas seguiram-se sete vitórias consecutivas e 30 golos marcados (e apenas cinco sofridos), até ao desaire em Braga, na nona jornada.

Ao título nacional juntou-se a revalidação do troféu na Taça da Liga, novamente no Algarve e frente a outro "grande": vitória por 3-o sobre o FC Porto. Na segunda competição nacional, a Taça de Portugal, a única derrota na Luz em jogos oficiais e a consequente eliminação, diante o Vitória de Guimarães (0-1).

Na Liga Europa o cenário não destoou. O Benfica venceu o seu grupo (com duas vitórias, uma delas por 5-0 na Luz, sobre o outro favorito, o Everton) e chegou aos quartos de final, depois de eliminar o Hertha de Berlim e o Marselha, "travando" com o Liverpool (vitória por 2-1 na Luz e derrota em Anfield Road por 1-4).

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