Claques do mesmo clube em conflito

No Benfica já nem é novidade: nos últimos anos, têm-se sucedido os incidentes entre os No Name Boys e os Diabos Vermelhos.

E à impossibilidade de relacionamento entre as duas claques vermelhas não é alheio o distanciamento na Luz: uma fica na bancada sul (Diabos), a outra na norte (No Name). No Sporting, depois de anos de coexistência mais ou menos pacífica, as relações entre a Juve Leo, o Directivo XXI e a Torcida Verde degradaram-se. Ao ponto de o simples facto de serem colocadas no mesmo local do Estádio da Luz gerar alguma apreensão. A tensão entre a Juve Leo (o grupo mais representativo e maior) e o Directivo XXI descambou no jogo da Taça com o Pinhalnovense, desta temporada, gerando um clima que configura um barril de pólvora prestes a explodir. Nada que a polícia não saiba e a que não esteja atenta. Já entre a Juve Leo e a Torcida Verde é uma questão mais pessoal, entre elementos de cada um dos grupos.

1996. “Very light” mata adepto no Jamor

A final da Taça de Portugal no Estádio do Jamor, entre o Benfica e o Sporting, acabou manchada de sangue: um very light lançado por um adepto benfiquista atingiu, do outro lado do estádio, Rui Mendes. O engenho explosivo, que percorreu mais de 130 metros na horizontal, matou o adepto do Sporting, num dos casos mais negros de que há memória no futebol português. Hugo Inácio foi o autor do disparo, que se revelou mortal.

2005. Oito feridos, mas em Alvalade

Os últimos confrontos num dérbi lisboeta ocorreram em Alvalade, em Outubro de 2005 (nesse mês, o FC Porto-Benfica também ficou tocado pela violência das claques). Na ocasião, houve rixas entre grupos afectos aos dois clubes, antes do jogo e fora do estádio, e um contínuo rebentar de petardos, já no interior do estádio e com o jogo a decorrer. Dos incidentes resultaram oito feridos, incluindo um agente da Polícia de Segurança Pública.

2007. Luz palco de “tiro” ao adepto

Antes, pequenas escaramuças entre as claques do Benfica e a polícia; lá dentro, um festival de rebentamento de petardos, com os grupos organizados afectos aos dois clubes envolvidos. E o pior ainda foi o lançamento de cadeiras, isqueiros, bolas de golfe e outros objectos por adeptos portistas, colocados no anel superior, sobre espectadores, na sua maioria benfiquistas, que se encontravam nos pisos inferiores. Três pessoas sofreram ferimentos.

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