Jogos de futebol históricos das últimas vinte décadas

Sporting-Benfica, 7-1
14/12/86

Uma tarde chuvosa em Dezembro entra na história do futebol português com a maior goleada de sempre do Sporting ao Benfica: 7-1 foi a conta final, com um normal 1-0 ao intervalo. Manuel Fernandes marca quatro golos, todos na segunda parte, em 36 minutos, e guarda religiosamente a bola de jogo em honra da filha Cláudia.

Benfica-PSV, 0-0 (4-5 nas grandes penalidades)
25/05/88

Em Estugarda o Benfica surgia na final da Taça dos Campeões Europeus como o favorito à vitória. Do outro lado estava o PSV Eindhoven de Ronald Koeman. O encontro acabou por ser extremamente equilibrado e com o 0-0 a manter-se teimosamente ao fim de 120 minutos de jogo, tudo se decidiu na 6ª grande penalidade quando Veloso (eleito o melhor benquista em campo) falhou. Eis a lotaria das grandes penalidades: 0-1, Ronald Koeman; 1-1, Elzo; 1-2, Wim Kieft; 2-2, Dito; 2-3, Ivan Nielsen; 3-3, Hajry; 3-4, Gerard Vanenburg; 4-4, Pacheco; 4-5, Sören Lerby; 5-5, Mozer; 5-6, Anton Janssen; Veloso falhou.

Benfica-Marselha, 1-0
18/04/90

Depois de perder 2-1 em Marselha, o Benfica precisava de ganhar na Luz para chegar à final da Taça dos Campeões Europeus. Depois de um jogo intenso de nervos, com o "inferno da luz " a transbordar (foi oficialmente a 3ª maior enchente do Estádio da Luz, a maior em jogos internacionais do Benfica), quando o coração já começava a imperar sobre a razão, eis que, aos 84 minutos, num cruzamento para a área Magnusson ganha a bola ao primeiro poste e Vata antecipa-se aos defesas do Marselha, introduzindo a bola na baliza com a mão.

Benfica-AC Milan, 0-1
23/05/90

A 23 de Maio, no Estádio Prater, em Viena, o Benfica repetia a final de 62/63, com o AC Milan. Pela frente tinha a melhor equipa do Mundo a nível de clubes, com os holandeses Gullit, Van Basten, e Rijkaard no topo das carreiras. Os centrais do Benfica Aldair e Ricardo estiveram quase insuperáveis, contrariando os tiques ofensivos do antagonista. O jogo foi equilibrado e revelador do receio mútuo das duas formações. Mais feliz, o Milan, por intermédio de Rijkaard coloriu o marcador e de nada valeram as preces de Eusébio na sepultura de Guttmann.

Arsenal-Benfica, 1-3
06/11/91

Segunda mão da segunda eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1991/92, o adversário era o poderoso Arsenal e os encarnados tinham empatado a um golo no encontro no estádio da Luz. No entanto, uma noite memorável de Isaías, com dois golos (o outro foi marcado por Kulkov), deu ao clube da Luz uma vitória por 4-2. Depois de se ter chegado ao final dos 90 minutos com idêntico resultado ao conseguido na primeira-mão, os encarnados conseguiram marcar dois tentos no prolongamento, eliminando os gunners.

Bayer Leverkusen-Benfica, 4-4
16/03/94

Decorria a temporada 93/94, jogo para a 2ª mão dos quartos-de-final da Taça das Taças. Na primeira-mão o Benfica tinha empatado (1-1) com muito custo e as perspectivas não eram muito animadoras, até porque o Leverkusen tinha jogadores como Lupescu, Schuster, Paulo Sérgio ou Kirsten.

Só que o Benfica também tinha uma equipa fabulosa e o jogo foi o que foi: 4-4. Os alemães estiveram a vencer por 2-0, mas Abel Xavier, João Pinto e Kulkov deram a volta ao marcador. Os germânicos correram atrás do prejuízo e voltaram para a frente do marcador (4-3). Kulkov, contudo, perto do fim faria o 4-4 final

Sporting-Benfica, 3-6
14/05/94

Com um começo empolgante, os verdes e brancos marcam o primeiro golo aos 8' por Figo. Já se cantava "campeões" no estádio quando João Pinto marca um golão do meio da rua à passagem da meia hora. Cadete ainda voltou a dar a vantagem aos leões aos 35', mas aos 37' João Pinto tratou de fazer 2-2. A menos de um minuto do intervalo, o mesmo João Pinto voltou a marcar. Para a segunda parte estava guardado mais futebol espectáculo. Isaías aumentou para 4-2 aos 48', a passe de João Pinto, e aos 57' foi a vez do brasileiro fazer os 5-2 para os encarnados. Era a alegria dos adeptos encarnados, que estavam mais perto do título, e o tento de Hélder aos 74, o 6-2, levou os milhares de apoiantes ao delírio. O Sporting ainda reduziu para 6-3, na marcação de um penalty, com o guarda-redes Neno a rir-se.

Benfica-FC Porto, 0-5
18/09/96

O FC Porto jogava na Luz a segunda mão da Supertaça. Trazia na bagagem uma vitória por 1-0, nas Antas, com golo de Domingos. O Benfica sonhava com a reviravolta, mas a verdade é que ao intervalo Artur e Edmilson já haviam marcado para os dragões. Logo a abrir a segunda parte, Jorge Costa marcou de cabeça, na sequência de canto de Zahovic, ejá com Dulovic e Jardel em campo, o austríaco Arnold Wetl fez um golo monumental, com um pontapé que fez a bola sobrevoar Preud'Homme e entrar no ângulo da baliza. Para finalizar a goleada histórica, ainda houve tempo para Drulovic marcar, a passe de Rui Barros.

Celta de Vigo-Benfica, 7-0
25/11/99

Poucos dias após uma derrota nas Antas (0-2), o Benfica deslocou-se ao terreno do Celta de Vigo para jogar a primeira-mão dos 16avos-de-final da Taça UEFA. E saiu de lá vergado a uma goleada. Jogando na contenção, os encarnados viriam a ser traídos ao minuto 19 quando Andrade carregou Gustavo Lopez dentro da área. Karpin fez o 1-0.
Aos 30’ tabelinha entre Mostovoi e Makele, com este ultimo a fazer um chapéu a Enke.Dez minutos volvidos e outra assistência de Mostovoi, desta vez para Turdô  fazer o 3-0. Aos 42’ canto de Mostovoi e Juan Fran fazia o 4-0, resultado com que se chegou ao intervalo. Reatada a partida, aos 50’ Gustavo Lopez isolou Turdô que elevou para 5-0. Aos 54’ novo canto de Lopez proporcionou a Karpin marcar de cabeça.
Com meia hora para jogar Mostovoi estabeleceu o resultado final após novo passe de Gustavo Lopez.

Liverpool-Benfica, 0-2
08/03/06

Depois de um sofrível 1-0 na Luz, golo de Luisão, em Anfield Road o Benfica voltou a vencer o Liverpool por 2-0 e carimbou o apuramento para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Os comandados de Rafa Benitez entraram a todo o gás, mas Simão Sabrosa conseguiu colocar os encarnados na frente ainda na primeira parte. A vitória do Benfica foi consumada por Miccoli, que entretanto havia substituído Nuno Gomes, já perto do final do encontro. Numa jogada iniciada pelo italiano, o brasileiro Beto rematou para Miccoli que, num remate acrobático, marcou o segundo golo e lançou em definitivo a euforia nos portugueses que se deslocaram a Anfield.

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