Empresa portuguesa na corrida para fornecer sensor para Marte

Fibersensing quer ser responsável pelo sensor de temperatura da nave

A Fibersensing, empresa da Maia que produz sensores de fibra óptica, e cujos produtos têm a responsabilidade de monitorizar o comportamento de equipamentos tão distintos como os satélites de telecomunicações da Agência Espacial Europeia (ESA) e o vaivém espacial europeu, está na corrida para se tornar fornecedora da NASA. O contrato que a empresa vai assinar com a Crisa Aerospace, permite-lhe posicionar-se, embora ainda numa fase muito preliminar, na corrida como fornecedora dos sensores de temperatura da nave que irá fazer o inventário das condições em Marte.


Um contrato que, afirmou ao DN Sérgio Aniceto, presidente executivo da Fibersensing, "está em vias de ser assinado", e permitirá à empresa, numa primeira fase, fazer a certificação dos actuais produtos da Fibersensing para que possam ir ao espaço, e "começar também a desenvolver já soluções baseadas nas necessidades actuais da ESA ao nível de sensores de fibras ópticas".


Mas a colaboração com a Crisa Aerospace não se limitará ao Espaço, garante Sérgio Aniceto, até porque o grupo tem interesses noutras áreas, como os sistemas de defesa, entre outros. "A Crisa tem interesse em usar a nossa tecnologia em todas as áreas em que está presente, a últimas das quais é o INTER, o reactor europeu que vai ser construído no Sul de França e cujo concurso foi recentemente lançado em Bracelona e a Fibersensing estará na corrida para implementar a parte de sensores de fibra óptica", adianta.


Criada em 2004 por cinco investigadores, a Fibersensing é um spin-off do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto e é uma das dez empresas do mundo que utiliza esta tecnologia (sensores de Bragg em fibra óptica). Com um milhão de euros de facturação em 2007, prevê dois milhões este ano.

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