Em busca de outras formas de vida

Um painel de cientistas escutado por um grupo de consultores norte-americanos defende que a busca de vida extraterrestre se deve expandir a outros parâmetros biológicos. O alargamento é defendido no sentido de permitir a procura de "organismos" sem ADN nem os compostos químicos habitualmente encontrados nos seres vivos tal e qual os conhecemos, ou seja, formas habitualmente definidas em inglês como weird life ("vida estranha").

Os resultados desta reflexão, publicados pelo National Research Council no documento The Limits of Organic Life in Planetary Systems, estão já a ser encarados como um novo desafio, obrigando a comunidade científica a redefinir como se busca vida fora da Terra. Michael A. Meyer, responsável da NASA pelo programa de exploração de Marte , disse já ao New York Times que estas reflexões "irão obrigar-nos a explorar de olhos mais bem abertos".
Os organismos vivos que conhecemos são, apesar da incrível variedade de formas que apresentam, muito semelhantes ao nível molecular. Todas as espécies estudadas requerem água no estado líquido para poder viver e todas elas se baseiam no ADN para transportar toda a informação genética (na qual encontram toda a informação necessária para a construção de proteínas). Há muito que a NASA toma as formas orgânicas terrestres como termo de referência para a busca de vida noutros mundos, pelo que os planetas e luas com traços de água no estado líquido têm sido sugeridos como potenciais alvos de buscas. Mas há razões para suspeitar que outras formas de combinações químicas po - dem suportar a vida. E este é o desafio que agora se lança.

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