Água marciana prolonga missão da 'Phoenix'

Na noite de quarta-feira, a 'Phoenix' identificou água numa amostra de solo colhida na superfície do planeta. Agora serão precisas três a quatro semanas para que novos testes revelem se ali há (ou houve) sinais de vida

Ao fim de 67 dias de permanência na superfície marciana, a pequena sonda Phoenix finalmente enviou para a Terra uma notícia há muito esperada: identificou-se água em Marte ! "Temos água!", exclama no comunicado emi tido pela NASA o professor Wil liam Boynton, da Universidade do Arizona, responsável pela condução das experiências no pequeno laboratório TEGA instalado a bordo da Phoenix que analisa gases resultantes do aquecimento de amostras colhidas no solo.

Esta revelação é um primeiro passo para a condução de novas experiências que, nessas amostras de água (colhida do solo em forma de gelo), irão agora procurar eventuais traços de compostos orgânicos, podendo assim responder a outras velhas perguntas. Há (ou houve em tempos) vida em Marte ? E, caso seja afirmativa a resposta, terá atingido estruturas biológicas ou não passado nunca de uma etapa molecular?

A descoberta feita na noite de quarta-feira tem já uma primeira consequência: o prolongamento da missão até finais de Setembro (na origem, a Phoenix tinha previsto o seu fim de operações ao cabo de 90 dias em Marte , ou seja, seria desactivada em finais de Agosto).

Esta era uma notícia há muito esperada. E no comunicado emitido pela NASA o professor William Boynton reconhece que há muito que eram conhecidas formas na superfície do planeta que faziam supor a existência de água. "Tínhamos observado provas de água, em gelo, em observações da Mars Odissey [em órbita do planeta] e até mesmo no solo escavado, em observações da Phoenix há um mês (ver caixa). Mas esta foi a primeira vez que tocámos e provámos a água marciana", explica.

A amostra de solo que revelou a presença de água foi colhida numa trincheira escavada a 5 cm de profundidade. A pá robotizada encontrou aí um nível mais duro de solo gelado. Foram depois precisos dois dias para inserir as amostras no TEGA. Durante esse tempo, muita da água contida nas amostras ter-se-á sublimado.

A equipa de cientistas vai agora procurar indícios de compostos orgânicos nestas amostras. Mas serão precisas três a quatro semanas para concluir as análises, revela a BBC.

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