À procura de vida em Marte

Planeta vizinho da Terra, pequeno ponto luminoso no céu nocturno, Marte, depois da Lua, sempre fascinou os seres humanos. São de lá os homenzinhos verdes, produzidos pela imaginação humana e difundidos pela cultura pop, com o objectivo de resgatar o Homo sapiens à sua solidão cósmica. A busca de vida fora de Terra tem sido afinal o grande móbil da aventura espacial humana, que após a Lua, é o próximo destino tripulado. E enquanto não é possível pisar solo marciano (o que não deverá acontecer antes de 2030) sondas e mais sondas partem a caminho do Planeta Vermelho para lhe estudar todos os cantos.

Da série de 39 sondas enviadas até hoje a Marte, apenas 14 chegaram com sucesso à sua órbita e enviaram dados e imagens. Um número ainda mais reduzido (7), incluindo a Phoenix, desceu na sua superfície. Muitas perderam-se nessa tentativa, mas as que conseguiram lá chegar, ao longo dos últimos anos enviaram para Terra imagens e observações da química e da física do solo marciano que revelaram um novo mundo aos olhos humanos, talvez, um dia, habitável. Depois da sensacionail verificação, em 2003, pela sonda da agência espacial europeia (ESA) Mars Express da existência de água em Marte, os robôs Opportunity e Spirit percoreram quilómetros ali. E a Phoenix, a mais recente, já mexeu em gelo.


Hoje, a comunidade científica tem como ponto assente que a vida, se não existe no subsolo, sob formas ainda desconhecidas, pelo menos ela já povoou há milhões de anos a superfície de Marte. Mas a possibilidade de a vida ser uma realidade actual parece atrair cada vez mais cientistas. A existir, a vida estará no subsolo, já que a superfície do planeta, que não tem campo magnético, nem camada de ozono protectora de radiações solares e ultravioletas, e com temperaturas muito baixas, é muito hostil para a vida. A menos que ela possa assumir formas muitas diferentes das que conhecemos na Terra. E esta é outra hipótese que começa a ouvir-se em congressos científicos.

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