Foi assim o grande sismo de 1755

Portugal sentiu o maior e mais destrutivo terramoto de que há memória, a 1 de Novembro de 1755. O abalo de magnitude 8,75 na escala de Ritcher, fez entre 40 a 80 mil vítimas, calculando-se que só em Lisboa tenham morrido 20 mil das 200 mil pessoas que habitavam a capital na época.

O património também foi afectado, tendo sido destruídas ou irremediavelmente danificadas 32 igrejas, 60 capelas, 31 mosteiros, 15 conventos e 53 palácios.

Por ter tido o seu epicentro no mar, o sismo provocou ainda um maremoto que fez estragos significativos nas costas oeste e sul da Península Ibérica e no norte de África.

Segundo a documentação histórica existente, foi assim que tudo aconteceu:
 
9h40 – Lisboa sente um sismo de grande violência. Em poucos minutos, a cidade é revirada: formam-se fendas de várias dimensões nas ruas, o céu fica escuro devido aos gases sulfúricos exalados pela terra e à poeira, tornando a atmosfera quase irrespirável.
 
10h00 – Aquando da primeira réplica, as vagas de um maremoto gerado atingem Lisboa. As águas do Tejo chegam 15 metros de altura, galgam as paredes do cais e avançaram pela Baixa de Lisboa adentro mais de 500 metros. Muitos dos sobreviventes das casas destruídas vieram a falecer nas ondas do maremoto.
 
16h00 – As águas sobem em Creston Ferry, Inglaterra, só voltando ao seu normal cerca de oito minutos depois.
 
19h30 – A primeira onda do maremoto atinge Antígua, na costa americana, a 6000 km de Lisboa. Aqui o nível das águas chegou a atingir cerca de 3.50m.

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