Sete aspetos fundamentais neste debate

A importância histórica e científica da Colina de Santana é conhecida e incontestável. A situação criada pela intervenção em debate constitui desafios vários ao nível das políticas sociais e do acesso universal a cuidados de saúde, da salvaguarda patrimonial do conjunto e das novas valências de fruição do espaço com todas as implicações técnicas inerentes. O PAN entende que este processo só pode ter seguimento quando alguns aspetos do futuro projeto estiverem salvaguardados:

1.º Manter num dos hospitais da Colina um serviço de urgências de 1.ª linha a par com Santa Maria e o futuro Hospital de Todos os Santos.

2.º Com parte dos fundos associados ao empreendimento imobiliário, promover a renovação dos centros de saúde da zona, onde sejam incluídas Consultas Externas para os moradores da Colina.

3.º Que do Caderno de Encargos associado ao projeto de execução, constem alternativas de acessibilidade à Colina que prevejam interfaces com o metropolitano e que brevemente apresentaremos.

4.º Que numa das unidades hospitalares existentes, e após adaptações necessárias, sejam acrescentados os serviços de cuidados continuados, bem como de cuidados paliativos, com número de camas significativo.

5.º Que nessa mesma unidade hospitalar, se preveja acrescentar os serviços de Terapias não Convencionais (TNC), com o objetivo de proporcionar à população este serviço já previsto na lei.

6.º Que na intervenção urbana resultante sejam preservados todos os elementos patrimoniais relevantes, para além do contemplado nas propostas, e sejam criados novos layouts de edificado em coerência com as pré-existências.

7.º Que não se branqueie completamente a história hospitalar e da saúde da cidade e mesmo do país, prevendo-se um espaço de musealização de todo o espólio hospitalar móvel cientifico.

* Deputado municipal do Partido pelos Animais e pela Natureza

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