Pela recuperação e contra a especulação

O Partido da Terra-MPT defende que a intervenção na Colina de Santana deve preservar a memória coletiva de Lisboa, incidir na recuperação de edifícios de valor cultural e histórico existentes e não traduzir-se em mera especulação imobiliária, com a construção de hotéis e condomínios fechados.

O fecho das unidades hospitalares implicará o desaparecimento de serviços de proximidade, tais como urgências, que servem uma população envelhecida, com graves carências económicas, e que terá grandes dificuldades em aceder ao novo Hospital de Todos os Santos (a construir em Chelas).

O MPT não aceita o fecho destas unidades hospitalares depois de muitas delas terem tido obras de beneficiação, envolvendo o gasto de avultadas verbas, nem entende a ânsia em fechar hospitais com o argumento de que não têm condições por serem edifícios antigos quando verificamos que, por exemplo em Londres ou Paris, apesar de se terem construído novas unidades, os velhos hospitais situados no centro destas urbes continuam a funcionar normalmente. Só a especulação imobiliária, como já referimos, pode explicar esta febre em fechar e demolir, parcialmente, este património.

O MPT propõe a manutenção do Hospital de S. José com a valência de urgência (serviço de banco) e do Hospital de Santa Marta (uma referência na área da cardiologia), a reconversão do Hospital do Desterro em unidade de cuidados continuados e a transformação do Hospital Miguel Bombarda em Museu da Medicina Psiquiátrica.

Saudamos os debates promovidos pela Assembleia Municipal de Lisboa, que já tiveram como efeito os pedidos de informação prévia aos projetos de construção, e esperamos que o relatório final sirva para modificar este Projeto!

*Deputado municipal do Partido da Terra

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