O futuro da Colina de Santana passa pela saúde!

Lisboa está mal de saúde, como sabemos, e a Colina de Santana tem obrigatoriamente de fazer parte da solução para este problema e nunca contribuir para o agravar.

Muito se tem falado na Colina de Santana e é positivo que esta discussão se aprofunde e seja cada vez mais participada. Para tal, é importante esclarecer que a única alternativa não é a que foi mandada para cima da mesa e que resulta de mais uma negociata entre o Governo e a Estamo, com o aval da autarquia, que tentou evitar e esvaziar a discussão pública.

A Colina de Santana precisa de ser regenerada e reabilitada? Obviamente.

Mas sempre no sentido de ser criada uma oportunidade para resolver os problemas existentes, mantendo serviços de saúde para as populações, com base numa estratégia de saúde para a cidade, e valorizando o seu rico património, identidade e memória.

E isso não passa pelos projectos apresentados que visam destruir quase dois séculos e meio de prática de medicina para construir hotéis, condomínios e áreas comerciais, nem pela forma como foi conduzido este processo.

A verdade é que o executivo municipal apenas deu, aparentemente, um passo atrás, devido à mobilização e contestação da população. Também é preciso dizer que isto só sucedeu porque estávamos em período pré-eleitoral. Caso contrário, o mais certo seria os projectos já estarem viabilizados e em curso.

Como pode António Costa querer repovoar e valorizar a cidade, se há serviços fundamentais a encerrar que tornam Lisboa mais vazia e pobre?

Apesar do aparente recuo e do debate que tem sido feito no seio da Assembleia Municipal de Lisboa, que é fundamental, e onde tem sido notória a contestação por parte de profissionais de saúde e da população em geral, a ameaça de destruição desta Colina não desapareceu.

É, pois, imprescindível continuar a defender a saúde na Colina de Santana e as populações.

* Deputada municipal d'"Os Verdes"

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