Colina de Santana: Regeneração urgente!

Se a necessidade de um novo hospital em Marvila (que permitirá requalificar e servir melhor a zona oriental da cidade) é inequívoca, já o modelo de intervenção na Colina de Santana, a desativação total das unidades de saúde e os projetos apresentados são temas discutíveis.

Daí que a Assembleia Municipal se tenha assumido como Casa da Cidadania através de um debate enriquecedor e participado. Com consequências. Desde logo, a suspensão dos pedidos de informação prévia. Em seguida, defendo eu, com areformulação do conceito de intervenção, do instrumento de planeamento utilizado e dos projetos apresentados.

Estamos perante uma oportunidade de regeneração urbana. Naturalmente, com mais e melhorhabitação, comércio e unidades hoteleiras. Mas não só. E não em excesso. Porque uma cidade se faz de uma adequada mistura de funções.

Daí que esta componente deva ser minorada e articulada com a manutenção de uma unidade de saúde de proximidade e a instalação de uma unidade de cuidados continuados e outra de saúde familiar. Igualmente com atividades ligadas à economia do conhecimento e da saúde, ao turismo cultural, bem como com a criação de um núcleo museológico.

Esta regeneração passa pela criação de um instrumento de planeamento urbanístico que assegure uma estratégia de desenvolvimento harmonioso. Em razão da necessidade de conjugar todas as valências, estimular uma verdadeira reabilitação urbana, fomentar uma parceria entre Estado e Autarquia e promover o funcionamento em rede com a Universidade e o tecido associativo e empresarial poderemos vir a ter um Programa de Ação Territorial ou a definição de uma Área de Reabilitação Urbana.

Por último, é imperioso vincular todas as entidades potencialmente envolvidas, elaborando um cronograma de trabalhos. E, para a sua implementação, poderá der conveniente a criação de um gabinete semelhante ao que existe na Mouraria.

* Líder do PS na Assembleia Municipal

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