Peixes do mundo unidos no Oceanário

Peixes dos sete mares e de todos os oceanos que banham a Terra vão estar a partir de Maio de 1998 na doca dos Olivais. Não nas águas do Tejo, mas nos tanques do Oceanário. A pescaria já começou.

O mar da  Fuzeta, no Algarve, vai ser o fornecedor oficial dos primeiros exemplares piscícolas que a título experimental serão co-
locados nos aquários do Pavilhão dos Oceanos. Peixes-lulas, robalos, lulas, cavalas e vários tipos de atum vão começar a ser recolhidos pela empresa Tunipex, no âmbito de uma operação integrada que conta com o apoio do Instituto Português de Investigação Marítima (Ipimar).

Esta  intervenção conjunta daquele instituto com a empresa luso-japonesa visa testar o comportamento dos peixes num novo meio, bem como o funcionamento dos sistemas de suporte de vida com que os aquários estão equipados.

De acordo com a Expo'98, ainda durante este mês, os primeiros exemplares pescados no Algarve começarão a habitar provisoriamente três tanques situados em Olhão. O facto de a Tunipex ter instalada no mar, frente à Fuzeta, uma armação própria para a apanha daquele pescado foi aproveitado pela empresa Oceanário de Lisboa para concretizar este objectivo.

 Nesta armação acabam também por ficar muitas outras espécies de peixes que habitam o Atlântico, um dos habitats que o Pavilhão dos Oceanos irá recriar. Além da costa algarvia também as águas dos Açores serão local privilegiado de recolha de espécies para a Expo.

Numa primeira fase, os peixes algarvios serão colocados em tanques com três e dez metros de diâmetro, completamcnte equipados.Após um período nestas instalações em Olhão, os peixes serão transportados para aquários de manutenção que o Oceanário dispõe para estudo das melhores condições de adaptação das espécies.

Em diversas partes do mundo estão a decorrer outras operações de recolha de animais para o Pavilhão dos Oceanos. Seguindo uma lógica de  equilíbrio sustentável, a recolha da fauna e flora destinadas ao Oceanário deverá causar o mínimo de prejuízos à natureza.

A empresa Idea tem vindo, sob a supervisão do Oceanário de Lisboa, a contratar a aquisição de animais e plantas junto de fornecedores internacionais com viveiros próprios e especializados no abastecimento dos aquários existentes pelo mundo.

Além de peixes, outros animais com ligações aos oceanos farão parte da «fauna» do Oceanário lisboeta. Por exemplo, a aquisição de pinguins será feita através da recolha dos respectivos ovos que virão propositadamente da Antárctida, trazidos  por uma expedição científica americana que parte da Terra do Fogo, no Sul do Chile, com destino à terra dos pinguins.

Os ovos serão incubados no Zoo de Cincinatti, nos Estados Unidos. Dos exemplares ali criados, 20 a 30, destinam-se a recriar a Antárctida no Pavilhão dos Oceanos da Expo'98. Do Alasca virão as lontras,  onde são criadas em cativeiro e que irão integrar o habitat que retrata o Pacífico.

Para reconstituir o Índico virão aves e peixes de uma zona  situada entre Moçambique e Madagáscar, A vegetação de palmeiras e de outras plantas tropicais que irão recriar o habitat terrestre do Índico está também a ser negociada.

Da fauna do Atlântico farão parte os papagaios-do-mar que viajarão da Islândia. Em Outubro de 1997, o Oceanário deverá começar a funcionar a título experimental.

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