A última exposição mundial do século XX

Durante quatro meses, Lisboa e o País foram palco da última exposição mundial do século XX. Dias inesquecíveis de festa ficaram na memória dos que passaram pelo recinto da zona oriental de Lisboa.

Mas, se a efemeridade dos eventos e das realizações agora permanecem nos registos, em Lisboa ficaram para sempre as marcas de uma bem sucedida operação de reabilitação urbana, que teve como pretexto a realização de um evento que pôs à prova a capacidade de organização dos portugueses.

Afastado o fantasma de Sevilha, o Parque das Nações é hoje um razoável exemplo de reconversão de um tecido urbano obsoleto e abandonado. A Expo 98, essa, acabou por ser a memória de que hoje muitos se orgulham. Mega Ferreira, o comissário da exposição, é um nome incontornável quando analisamos à distância de dez anos este período da história da capital portuguesa.

O acordar para as questões da sustentabilidade (protecção dos oceanos), o espírito multicultural conseguido com a presença de centenas de países e suas delegações e a  rica oferta cultural fizeram do Verão de 1998 um período insequecível.

A anteceder a festa estiveram anos de trabalhos, obras e polémicas que acabaram por resultar num novo pedaço de Lisboa do qual os seus habitantes e, em geral, os portugueses já se apropriaram. Naturalmente.