Lisboa aprova isenção de 3 milhões de euros para 2014

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem a isenção de cerca de três milhões de euros para a próxima edição do festival Rock in Rio, em 2014, com críticas da oposição às prioridades da câmara.

O protocolo para a realização do Rock in Rio em Lisboa foi aprovado com os votos favoráveis do PS e do PSD e desfavoráveis do BE, PEV, PCP, MPT e PPM. Abstiveram-se três deputados independentes eleitos pelo PS e toda a bancada do CDS.

A amplitude do lucro da promotora do evento, a Better World, o ruído, a "agressão do Parque da Belavista", mas também as dúvidas quanto aos ganhos para a cidade com o festival e quanto é que vão custar os serviços cedidos pela câmara à organização (higiene urbana, energia ou fornecimento de casca de pinheiro) foram algumas das questões levantadas pela oposição.

No entanto, o que motivou fortes críticas ao vereador do Espaço Público, José Sá Fernandes, que apresentou a proposta, foram as prioridades da câmara: "Se pesarmos os valores que temos para o Orçamento Participativo (2,5 milhões) ou para o fundo de emergência social (1,5 milhões), o que é que é mais impactante para o desenvolvimento da cidade?", questionou a deputada independente eleita nas listas socialistas Paula Marques.

O PCP criticou que "se ande a dizer ao movimento associativo e às freguesias para que se tornem autónomos, quando para o Rock in Rio não há corte nenhum [nos apoios]" e o MPT questionou: "O que é que os lisboetas ganham com isto?".

Por sua vez, o BE disse que "este evento não está do lado da população".

O vereador Sá Fernandes afirmou que "ou se isenta ou não há Rock in Rio" em Lisboa e que "a câmara pede contrapartidas" para a sua realização.

"Sempre disse todos os festivais e acontecimentos, se tivessem isenção, tinham de ter contrapartidas", afirmou, quando questionado sobre qual foi a sua posição perante a realização do festival em 2006 (quando era vereador da oposição).

A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, acabou por sugerir que a câmara faça um estudo - pedindo dados à Associação de Turismo de Lisboa, por exemplo - para "saber quanto é a cidade" ganha com o festival.

Em 2008, um estudo da Universidade Católica concluiu que o impacto económico do Rock in Rio para a capital rondava os 60 milhões de euros.

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