Arte e paisagem num marco incontornável da cultura portuguesa

Criada em 1989 na Quinta de Serralves, propriedade portuense que havia sido adquirida três anos antes pelo Estado já com o fito de ali vir a implantar um Museu Nacional de Arte Moderna, a Fundação de Serralves (FS) resulta de uma parceria inovadora – e que se tem vindo a revelar um exemplo de sucesso – entre Estado e sociedade civil.

Actualmente, o número de fundadores, entidades dos sectores público e privado, ronda a centena e meia. Pilar do projecto, que apresentava à partida mais-valias inegáveis como a Casa, os Jardins (de reconhecido valor arquitectónico e paisagístico) ou o Parque, o museu, a que afinal se daria o nome de Museu de Arte Contemporânea de Serralves (MACS), foi projectado por Siza Vieira, tendo aberto as portas ao público no dia 6 de Junho de 1999. Desde então, e ao abrigo da missão primordial de sensibilizar os públicos para a arte contemporânea, já por lá passaram incontáveis exposições de artistas emergentes e/ou consagrados de todo o mundo, pontualmente ancoradas noutras de referências absolutas como Andy Warhol, Paula Rego, Francis Bacon ou Robert Rauschenberg, que, naturalmente, estão entre as mais visitadas de Serralves e (isto é quase dizer o mesmo) do País. Em paralelo, o MACS tem produzido, co-produzido e acolhido inúmeros eventos relacionados com outras formas de expressão artística, como a música, o cinema ou a dança, sendo o mais concorrido e abrangente dos quais o Serralves em Festa, certame gratuito organizado anualmente por altura do aniversário do museu. Ponto luminoso na rede mundial de instituições artísticas, a Fundação de Serralves define também, desde o início, como vector importante da sua actividade a educação para o ambiente, orgaizando múltiplas iniciativas de contacto público com todo o riquíssimo património natural que alberga entre muros, numa extensão de 18 hectares. Colóquios, seminários, cursos, turismo cultural, trabalho com escolas e acções de inclusão social são formatos regularmente postos ao serviço dos principais propósitos da instituição, que, nos tempos mais recentes, se constituiu como alavanca do projecto de construir no Porto um cluster de indústrias criativas.

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