Volkswagen enfrenta mais processos judiciais por falsificação de emissões

A construtora automóvel alemã Volkswagen está a enfrentar mais processo nos tribunais norte-americanos por causa de aparelhos usados para falsear a aferição das emissões poluentes, desta vez contra a marca de luxo Audi, segundo documentos judiciais.

O novo caso apresentado na quinta-feira, num tribunal do Estado do Illinois, cita uma notícia de imprensa que divulga a instalação pela Audi dos aparelhos falsificadores em automóveis que consomem gasolina, para esconder as suas verdadeiras emissões de dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa.

Este último desenvolvimento segue-se ao acordo alcançado no mês passado, sobre o escândalo da falsificação das emissões poluentes, que abalou a empresa e expô-la a um extenso conjunto de processos judiciais e investigações.

A Volkswagen admitiu no último ano que tinha equipado milhões de carros, movidos a gasóleo, vendidos em todo o mundo, com aparelhos que reduziam o óxido de nitrogénio durante os testes das emissões, mas que depois, em condições habituais de condução, permitiam que as emissões superassem em mais de 40 vezes os limites autorizados.

No sábado, o jornal alemão Bild am Sonntag informou que os reguladores do Estado da Califórnia tinham conseguido provas do alegado esquema de manipulação de software em alguns modelos da Audi, de 3,0 litros, consumidores de gasolina, com mudanças automáticas, que o jornal disse ser capaz de detetar a ocorrência de testes e reduzir, em consequência, as emissões de dióxido de carbono.

A firma de advogados Hagens Berman, que representa um queixoso de Chicago, adiantou, em comunicado, que os consumidores foram enganados ao comprarem carros eram "ambientalmente sólidos".

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