Tomás Correia: "Vamos assistir de novo às mesmas charlatanices"

Candidato a um quarto mandato na liderança da maior Mutualista do país, Tomás Correia critica adversários e a comunicação social.

Ainda sem estarem apurados os resultados das eleições para a liderança da Associação Mutualista Montepio Geral, António Tomás Correia, que corre para um quarto mandato à frente da instituição, espera que possam haver processos na justiça contra o processo eleitoral.

O líder da lista A nas eleições e atual presidente da maior mutualista do país, voltou a lançar críticas aos seus adversários, pela "maldicência", e também não poupou a comunicação social.

Fernando Ribeiro Mendes, administrador da Associação, lidera a lista B e António Godinho, empresário, encabeça a lista C. Ambos acusam as eleições para a liderança da dona da Caixa Económica Montepio Geral de serem anti-democráticas e apontam que a lista A controla todo o processo eleitoral.

"Essas são afirmações que tenho andado a ouvir ao longo dos anos, que têm dado origem a impugnações de eleições, providências junto dos tribunais que nunca tiveram vencimento. Não podemos repetir argumentos falsos no sentido de continuar a alimentar um determinado mediatismo", disse Tomás Correia esta sexta-feira, depois de votar presencialmente, na sede da Associação.

"Essas são afirmações que tenho andado a ouvir ao longo dos anos, que têm dado origem a impugnações de eleições, providências junto dos tribunais que nunca tiveram vencimento. Não podemos repetir argumentos falsos no sentido de continuar a alimentar um determinado mediatismo", disse Tomás Correia esta sexta-feira, depois de votar presencialmente, na sede da Associação.

"Não tenho dúvidas de que vamos, de novo, assistir às mesmas afirmações, as mesmas charlatanices que a comunicação social vai alegremente propalar e depois vamos chegar à conclusão, no final de todos os processos, que eles são julgados de uma forma favorável à legalidade de todos os procedimentos que o Montepio e a assembleia-geral adotou durante o processo eleitoral", adiantou em declarações aos jornalistas.

O nível de abstenção nas eleições supera os 90%, com menos de 10% dos 480 mil associados que podem votar a participar no ato eleitoral, que é sobretudo feito por voto por correspondência. Há apenas uma única mesa eleitoral a funcionar no dia de hoje, na Rua do Ouro, em Lisboa.

"Não me sinto nada responsável (pelo elevado nível de abstenção). Eu fiz o meu trabalho. Outros não o fizeram. Vão sofrer as consequências", disse Tomás Correia.

Sobre os processos de que é alvo no Banco de Portugal e na justiça, Tomás Correia afirmou: "Tenho dito várias vezes que esse é um problema que não afeta, não me tira o sono, não me tira qualquer ponta de serenidade".

E garantiu que não vai colocar o seu lugar à disposição, se ganhar as eleições, por causa desses processos.

"Eu aguardo isso (desfecho dos processos) com serenidade e vamos ver quando chegar a altura própria vamos todos chegar à conclusão que tudo não passou de uma pressão que foi colocada por determinados agentes ao nível dos órgãos da comunicação social no sentido de substituírem a falta de ideias por um quadro negativo de maldicência", adiantou.

Os resultados serão conhecidos só no final do dia de hoje ou na madrugada de sábado.

Elisabete Tavares é jornalista do Dinheiro VIvo

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