Regiões portuguesas entre as mais lentas a recuperar da crise

Em Portugal, as regiões norte e centro foram as mais rápidas. A Área Metropolitana de Lisboa demorou nove anos a reaver os rendimentos de 2008.

A Área Metropolitana de Lisboa foi a região que mais tempo demorou a recuperar da crise financeira de 2008. De acordo com os dados divulgados na terça-feira pelo Eurostat, foram necessários nove anos para que o produto interno bruto per capita medido em paridade do poder de compra superasse o valor de 2008, ou seja, só em 2017 é que a região retomou o nível económico.

Em 2008, o PIB por habitante era de 30 mil euros e, apesar de ter registado uma ligeira recuperação em 2010, só em 2017 é que conseguiu ultrapassar o valor de há nove anos, chegando aos 30 100 euros por pessoa. A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a mais rica quando medida a riqueza por habitante.

A recuperação económica da crise financeira não foi igual em todo o país, tal como aconteceu com outras regiões da Europa, sendo certo que algumas ainda nem sequer conseguiram recuperar o nível de há 11 anos.

No caso português, a velocidade também foi muito diferente. As "lebres" da recuperação portuguesa foram as regiões norte e centro, que demoraram cerca cinco anos a superar o PIB por habitante. De referir que em 2010 se registou um aumento em todas as regiões analisadas, mas foi momentâneo, tendo afundado nos anos seguintes.

Os Açores também apresentaram uma recuperação rápida, tendo superado o PIB per capita de 2008 em 2014, demorando seis anos.

Europa do Norte em alta velocidade

De acordo com o Eurostat, "em cerca de metade das 280 regiões europeias consideradas (NUTS II), o PIB per capita regressou ou ficou acima do nível de 2008 em apenas dois anos. Em 111, o PIB per capita permaneceu abaixo dos níveis de 2008 entre três e oito anos."

O gabinete de estatísticas da União Europeia refere que "na maior parte das regiões do norte e leste europeus, a recuperação económica manteve-se ou ficou acima dos valores de 2008, logo em 2013."

Por outro lado, o Eurostat indica que a "maior concentração de regiões em que o PIB per capita continuava abaixo do nível de 2008 em 2014 se encontravam no Estados membros da Europa do Sul, na Grécia, Espanha, Itália, Chipre e Portugal", ou seja, no conjunto da UE foram os mais lentos. Exemplo disso é a região da Área Metropolitana de Lisboa, que só conseguiu recuperar em 2017.

Mas bem pior estão várias regiões do centro de Itália, do sul da Grécia e de Chipre que ainda não conseguiram reaver os níveis de há 11 anos, aparecendo a vermelho no mapa europeu.

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