Privados ameaçam cortar com a ADSE. 1,2 milhões podem ter de passar para o SNS

Clima de tensão entre privados e ADSE chegou ao limite. José de Mello e Luz Saúde podem rasgar acordo

Preços sem acordo, pagamentos atrasados ou em menor valor do que o previsto, dívidas por regularizar... os problemas entre o subsistema de saúde e os grupos privados arrastam-se há muito e parecem agora ter chegado ao ponto de tensão máxima. Com os privados a ameaçar rasgar o acordo com o Estado.

A confirmar-se a rutura, os cerca de 1,2 milhões funcionários públicos e pensionistas do Estado que atualmente beneficiam deste subsistema terão de ser encaminhados para o Serviço Nacional de Saúde comum.

A notícia foi avançada esta tarde pelo Expresso e surge numa altura em que a Lei de Bases da Saúde está a trazer mais crispação e tensão política entre as esquerdas - e a nova ministra, Marta Temido - que defendem que o Estado se desligue ao máximo dos privados e PSD, CDS e parte do PS que, tal como o Presidente da República tem defendido, veem vantagens num modelo em que os privados possam ajudar o Estado a gerir a saúde de forma mais eficiente.

José de Mello Saúde e Luz Saúde, dois maiores grupos privados, não estiveram disponíveis para confirmar ou cometar a notícia ao Dinheiro Vivo. Em comunicado, a ADSE negou ter recebido, para já, qualquer documento oficial.

Recorde-se que já no mês passado foi anunciado o fim da Parceria Público-Privada em Braga, considerado por dois anos consecutivos o melhor hospital do país. E para já a ideia prevalecente é que, depois de a saída do grupo José de Mello Saúde se concretizar, não seja feito novo concurso para uma gestão privada.

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