Preços dos transportes públicos sobem 1,5% em 2017

Informação foi avançada pelo secretário de Estado Adjunto e do Ambiente

Os preços dos transportes públicos vão ter uma atualização de 1,5% em 2017, disse o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente ao Negócios, assegurando porém que "as famílias portuguesas vão pagar menos" através de deduções fiscais.

José Mendes garantiu que o Governo avançará com um conjunto de medidas que "esmagam" o aumento.

As famílias vão poder deduzir à coleta do IRS um montante equivalente a 100% do IVA suportado na aquisição de passes mensais, que é de 6%, avança.

Ao Negócios, o secretário de Estado dá o exemplo de uma família com três elementos que tenham o passe Navegante, que custa 35 euros mensais, que passarão a poder ter uma dedução anual à coleta do IRS de 75 euros, sem que haja necessidade de sujeição a condição de recursos.

Os estudantes universitários até aos 23 anos vão, a partir de do ano letivo 2017/2018, poder aceder a um desconto de 25% do valor do passe mensal.

A título de exemplo, José Mendes disse que, num ano, esse estudante universitário vai ter um desconto de 105 euros.

O governante justifica a aplicação do desconto a todos os estudantes universitários com a intenção de tentar "trazê-los para o sistema de transporte público".

"No deve e haver, para uma família com três elementos, a atualização tarifária dos passes Navegante resulta num aumento de apenas 18,9 euros, quando ao mesmo tempo a dedução à coleta vai significar um benefício de 75 euros. E se for um aluno universitário acrescem mais cerca de 100 euros", explica.

José Mendes defendeu a necessidade de "olhar para estas medidas no conjunto", sublinhando que o governo "não pensou apenas num aumento da tarifa de 1,5% sem pensar noutras medidas para tornar mais acessível o transporte público".

Em 2015 e 2016 não houve aumentos dos transportes públicos.

Este ano, o aumento de 1,5% - a previsão para a inflação -- "corresponde a um acompanhar do aumento dos custos de produção", refere ainda o secretário de Estado ao Negócios.

O Negócios avança que o Governo pretende que o processo de atualização tarifária nos transportes públicos passe a ser feito "com base num mecanismo automático ou semiautomático".

José Mendes adiantou ao jornal que o governo já tem "estudos avançados" nesse sentido, argumentando que esse processo "criaria transparência e retiraria a arbitrariedade do Estado na decisão de atualização das tarifas".

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.