PIB cai 5,4% empurrado pelo segundo confinamento

Nos três primeiros meses de 2021, registou-se uma redução acentuada no consumo privado.

O Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga negativa de 5,4% no primeiro trimestre deste ano, retração justificada pelos efeitos do confinamento geral decretado para combater a pandemia, revela esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Já face ao último trimestre de 2020, o PIB caiu 3,3%.

Segundo o INE, entre janeiro e março deste ano, registou-se uma quebra mais acentuado no consumo privado. Como refere, "o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB foi mais negativo no 1º trimestre de 2021 que o observado no trimestre anterior, refletindo, em larga medida, uma redução mais acentuada do consumo privado".

Já a "procura externa líquida apresentou um contributo menos negativo que no 4º trimestre continuando, porém, a verificar-se uma contração mais intensa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços, salientando-se em particular a redução muito significativa do turismo de não residentes".

O INE sublinha a evolução homóloga é influenciada por um efeito base, visto que, pela primeira vez, a comparação incide sobre um trimestre já afetado pela pandemia no último mês (março de 2020).

Face ao 4º trimestre de 2020, o PIB diminuiu 3,3% em volume, após o ligeiro aumento verificado no trimestre anterior (0,2%), refletindo o impacto das limitações à mobilidade em consequência do agravamento da crise pandémica no início do trimestre. "Os contributos da procura interna e da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foram ambos negativos, sendo particularmente intenso no primeiro caso."

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