Patrões procuram contrapartidas à subida do salário mínimo

Concertação Social analisa hoje aumento do salário mínimo. Fim da redução de 0,75 pontos percentuais da taxa social única para SMN preocupa a CIP

Os parceiros sociais vão começar hoje a limar as divergências sobre o salário mínimo nacional, que tem como ponto de partida os 530 euros propostos pelo governo.Um valor que a CGTP diz ser "insuficiente", mas que supera as contas a que chegou a Confederação Empresarial de Portugal. Neste cenário, a CIP considera ser necessário encontrar compensações. A Confederação do Comércio (CCP) ainda estava ontem a afinar a sua posição final. A par da subida do SMN, as empresas deverão ter de acomodar o fim do benefício criado em 2014 e que lhes permitiu pagar menos 0,75 pontos percentuais na taxa social única (TSU).

O presidente da CIP leva hoje para a Concertação Social uma contraproposta de atualização do salário mínimo em 2016 que tem por base indicadores de crescimento económico, de produtividade e de inflação. "Vamos apresentar os racionais que temos e que apontam para um valor inferior ao proposto pelo Governo", referiu ao DN/Dinheiro Vivo o presidente da CIP, sem querer, no entanto, adiantar o valor. Apesar das divergências e de todos se mostrarem disponíveis para negociar e tentar chegar a uma proposta o mais consensual possível, há a sensação de que da parte do governo poderá não haver grande margem para mexer no ponto de partida (530 euros). Neste contexto, a CIP procurará "encontrar formas de compensação", referiu António Saraiva.

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