Pandemia já fechou portas a perto de um quinto das empresas

Quase dois terços dos negócios em funcionamento está com pessoal reduzido, sobretudo, devido a lay-off, apontam dados do INE e Banco de Portugal.

A pandemia e o estado de emergência ditaram já a paragem de perto de um quinto das empresas do país, aponta um primeiro inquérito do INE e do Banco de Portugal à situação dos negócios nacionais divulgado esta terça-feira. Os dados reportam-se à última semana e apontam que são os pequenos negócios e o sector de alojamento e restauração que sofrem um maior golpe na atividade.

Segundo o estudo, que terá atualizações a cada semana durante este período excecional, entre 6 a 10 de abril 82% das empresas portuguesas mantinham-se em funcionamento, ainda que parcial. Outras 16% encontravam-se temporariamente encerradas, e 2% tinham fechado portas definitivamente.

Os negócios mais afetados são os de pequena dimensão. Nas microempresas, a percentagem de negócios parados atinge os 27%, dos quais 3% já não contam voltar a abrir. Nas pequenas e médias empresas, o peso dos negócios com atividade paralisada é já um pouco menor - 16% e 15%, respetivamente - tal como nas grandes empresas, com 14% de encerramentos.

Por sectores, o grande golpe para a atividade atinge o alojamento e a restauração, onde quase dois terços das empresas tiveram de parar. O inquérito dá conta de 62% de negócios fechados, 7% dos quais para não voltarem mais.

O segundo maior impacto é sentido na área de serviços, com 18% de paragens, dos quais 1% são encerramentos definitivos. Segue-se o comércio, com 16% de paragens, e 2% de fechos sem regresso previsto. Na indústria e na energia, a paragem atinge 15% do tecido empresarial, com 1% de encerramentos sem retorno, e nos transportes e armazenagem chega aos 14% (1% de fechos definitivos).

Na informação e comunicação, as paragens reportadas são todas temporárias e atingem 10% dos negócios. Por fim, a construção e o imobiliário são as áreas menos penalizadas, com 9% de negócios parados, 1% dos quais para sempre.

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