Nestlé admite práticas de escravatura na pesca de marisco para comida de gato

Denúncias feitas por ONG e os media levou a multinacional a investigar alegadas práticas de escravatura na pesca de marisco usado em produtos para animais de estimação da Nestlé

A Nestlé admitiu a existência de práticas de escravatura e coerção na apanha de marisco na Ásia que serve de base para a produção de comida para gato.

A conclusão resulta de uma investigação interna levada a cabo pela Nestlé desde dezembro do ano passado, depois de denúncias de ONG e notícias de media internacionais dando conta das práticas brutais e condições de trabalho não reguladas na pesca de marisco que entra na produção de algumas das marcas da Purina, como o Fancy Feast (comida para gatos).

Trabalhadores migrantes do Camboja e Myanmar são vendidos ou atraídos com falsas promessas de trabalho.

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Viriato Soromenho Marques

Na hora dos lobos

Na ação governativa emergem os sinais de arrogância e de expedita interpretação instrumental das leis. Como se ainda vivêssemos no tempo da maioria absoluta de um primeiro-ministro, que o PS apoiou entusiasticamente, e que hoje - acusado do maior e mais danoso escândalo político do último século - tem como único álibi perante a justiça provar que nunca foi capaz de viver sem o esbulho contumaz do pecúlio da família e dos amigos. Seria de esperar que o PS, por mera prudência estratégica, moderasse a sua ação, observando estritamente o normativo legal.