Maria Luís Albuquerque: "Há claramente um problema de supervisão"

Ex-ministra das Finanças afirma que há um problema de "regras, de gestores e de supervisão" no sistema financeiro português

Em entrevista ao Jornal da Noite da TVI, Maria Luís Albuquerque admitiu que o sistema financeiro português padece de problemas de "regras, de gestores e de supervisão". E embora garanta que a situação é hoje "muito melhor" do que há quatro anos, quando foi necessário intervir em praticamente todos os bancos, a ex-ministra das Finanças assegura que há ainda muito a fazer. "Os bancos têm de se tornar rentáveis e de ganhar dimensão", frisou, defendendo a necessidade de fusões e aquisições no mercado.

Apesar das críticas à falta de supervisão em Portugal, e confrontada com o facto de ela própria ter reconduzido no cargo o Governador do Banco de Portugal, Maria Luís Albuquerque disse não ter "quaisquer razões" para retirar a confiança a Carlos Costa. "Não conheço os desenvolvimento das últimas semanas" no Banif, disse, manifestando-se incapaz de avaliar "se os montantes" necessários à recapitalização do banco - o Banif vai receber uma injeção de 2.255 milhões de euros, dos quais 1.766 milhões são emprestados diretamente pelo Tesouro - "são absolutamente indispensáveis ou se havia outras soluções".

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.