Lucro da CGD sobe 74% para 640,9 milhões até setembro

O banco liderado por Paulo Macedo divulgou esta sexta-feira os seus resultados até setembro.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um lucro líquido de 640,9 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2019, o que corresponde a um aumento de 74% face ao período homólogo do ano passado. E admite ser "plausível" a distribuição de 250 milhões de euros em dividendos ao Estado.

O resultado líquido consolidado inclui um ganho extraordinário de 159 milhões de euros devido à reversão parcial de perdas relacionadas com os processos de venda do BCG em Espanha e do Mercantile na África do Sul.

O lucro líquido consolidado corrente da Caixa aumentou 112 milhões de euros para 481,4 milhões de euros, adianta a CGD no comunicado com os resultados relativos aos nove meses de 2019, divulgado esta sexta-feira.

"As contas de setembro ainda não incorporam" a venda daquelas duas filiais, dado que a Caixa concluiu as operações em outubro e novembro.

A margem financeira largada consolidada recuou 1,4% para 872,9 milhões de euros enquanto a margem financeira estrita caiu 2,2% para 851,5 milhões. O produto global da atividade subiu 0,1% para 1.387 milhões de euros.

Mas, em termos de rendibilidade, o banco registou uma melhoria com o rácio ROE (return on equity) a subir para 10,5% em termos globais e 8,2% nos resultados correntes, o que compara com 6,6% um ano antes.

As comissões cresceram para 374 milhões de euros face a 366 milhões de euros em setembro de 2018. Na atividade doméstica, aumentaram para 307 milhões de euros de 303 milhões de euros.

A venda de carteiras de crédito malparado levou a CGD a registar uma redução de 3,8% da carteira de crédito a clientes, para 49.179 milhões de euros.

Em termos de depósitos de clientes, aumentaram 1.867 milhões de euros, ou 3% em termos homólogos, uma "evolução essencialmente justificada pela captação da CGD Portugal".

A CGD manteve uma "situação confortável" em termos de liquidez e de fundos próprios, tendo o rácio de cobertura de liquidez (liquidity coverage ratio) ficado fixado em 325%, "valor acima das exigências regulamentares e da média dos bancos da União Europeia".

Os rácios de capital fully loaded CET1, Tier 1 e Total situaram-se em 15,6%, 16,6% e 18%, respetivamente, "cumprindo confortavelmente os requisitos de capital em vigor para a CGD e ainda sem benefício do impacto total da venda dos ativos internacionais".

No primeiro semestre, o banco estatal registou um aumento de 46% no lucro para 282,5 milhões de euros.

Na apresentação das contas o presidente executivo da CGD Paulo Macedo disse ser "plausível" a entrega de dividendos ao Estado no valor de 250 milhões de euros.

"Se quiser uma resposta, é plausível", respondeu Paulo Macedo, quando questionado se 250 milhões de euros era um montante plausível em termos de dividendos a distribuir ao Estado, acionista único do banco, no final do ano.

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