Leão diz a Medina para se despachar. Juros e guerra podem alastrar de forma "repentina"

Défice e dívida têm de continuar a cair de forma evidente até ao excedente em 2026, diz a pasta que Leão entrega a Medina. Está tudo encaminhado para Portugal deixar finalmente o pódio das maiores dívidas da Europa. Mas há obstáculos. Guerra, estagflação e taxas de juro podem virar o barco.

Não é uma lista de 12 trabalhos épicos ou penitências, como na história de Hércules, mas é um rol de avisos sérios à navegação do governo e, em especial, a Fernando Medina, que vai assumir o comando das Finanças dentro de quatro dias (a 30 de março).

Prometem ser quatro anos com marés grandes e tempestades. Uma delas, a guerra, já está a revirar o mundo e pode escalar. A outra pode ser uma subida "repentina" das taxas de juro, alertou João Leão.

Na hora da despedida, o ministro das Finanças cessante fez uma retrospetiva do seu legado na pasta.

No fundo, passou a Medina a chave da máquina chamada consolidação orçamental e "contas certas", esperando que o ex-autarca de Lisboa continue o trabalho que Leão e Centeno - o primeiro ministro das Finanças de António Costa e hoje governador do Banco de Portugal.

Foi o legado possível na apresentação que fez das linhas mestras do Programa de Estabilidade para este ano (PE2022) e na apreciação à "boa notícia" divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

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