Vinci rasgou concessão à Lojas Francas e TAP teve de vender... à Vinci

TAP encaixou 15,6 milhões com venda de 51% de empresa de vendas em aeroportos e a bordo. LFP lucrou 17,5 milhões de euros nos dois últimos anos.

A TAP encaixou 15,6 milhões de euros com a venda de 51% do capital que detinha na Lojas Francas de Portugal (LFP). O negócio foi fechado em novembro do ano passado e, segundo o Ministério do Planeamento e Infraestruturas, foi precipitado pela própria Vinci, vencedora da privatização da ANA e da madeirense ANAM, gestoras dos aeroportos. A Vinci avançou para a compra da LFP depois de rasgar unilateralmente as licenças de exploração que esta empresa tinha para explorar lojas nos seus aeroportos.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.