Vendas consolidadas da Sonae crescem 7,1% para 5,7 mil milhões

Lucros baixaram de 215 para 166 milhões, mas o grupo garante que os valores não são diretamente comparáveis. Dívida líquida reduzida em 103 milhões

A Sonae SGPS encerrou 2017 com um volume de negócios consolidado de 5,710 mil milhões de euros, um aumento de 7,1% face ao ano anterior. Num exercício marcado pela "melhoria da rentabilidade de todos os negócios", com o EBITDA subjacente a crescer 6,9%, para 336 milhões de euros, o grupo liderado por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério obteve resultados líquidos de 166 milhões, menos 49 milhões de euros do que em 2016. O valor "não é diretamente comparável com o do ano anterior, nomeadamente devido ao efeito dos resultados não recorrentes", pode ler-se no comunicado enviado à CMVM.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.