Uniplaces gera um milhão de euros em arrendamentos por semana

A plataforma online de alojamento gera cerca de 4 milhões de euros por mês e o sucesso deve-se sobretudo aos universitários

A Uniplaces, plataforma 'online' portuguesa de alojamento, gera atualmente um milhão de euros em arrendamentos por semana, disse Giovanni Lavra, responsável pelas grandes contas da empresa ('key account manager').

"Os arrendamentos geram um milhão de euros por semana", afirmou, o que totaliza cerca de quatro milhões de euros por mês.

"O negócio está a correr bem", disse o responsável, adiantando que Portugal "é um mercado maduro", ao contrário de outros países onde a Uniplaces - plataforma na Internet de alojamento - está presente.

Espanha, Itália, Alemanha, França e Reino Unido são outros dos mercados onde, através da Uniplaces, os estudantes nacionais e internacionais podem encontrar e reservar apartamento ou quarto.

"Estamos a crescer em todos os mercados", acrescentou Giovanni Lavra, adiantando que, em termos médios, o crescimento por ano do negócio da Uniplaces "é de 400%".

No caso de Espanha e Itália, que são "mercados que ainda não são maduros, há ainda grande margem de crescimento", sustentou.

Relativamente a Portugal, Giovanni Lavra disse que o sucesso da Uniplaces se deve também "ao grande trabalho" que as universidades de Lisboa e do Porto estão a fazer e à qualidade dos cursos disponíveis, que atraem cada vez mais estudantes internacionais.

Em Lisboa, os estudantes que recorreram à Uniplaces procuram maioritariamente por imóveis situados nas zonas de Anjos, Arroios, Alameda, São Sebastião, Santos, Bica e Bairro Alto.

Já no Porto, os bairros da Lapa, Marquês e Cedofeita são os mais procurados.

Mas não são apenas os estudantes que recorrem à Uniplaces em Portugal, afirmou, já que é um serviço que também é utilizado por portugueses que estão à procura de casa no país.

A plataforma da Uniplaces permite que os proprietários particulares e profissionais rentabilizem os seus imóveis junto do mercado de arrendamento universitário, o qual está avaliado em 249 milhões de euros em Portugal e acima de 19 mil milhões de euros em termos europeus.

Questionado sobre a expectativa até final do ano, o responsável pelas grandes contas da Uniplaces adiantou que o objetivo é "obter o maior número de reservas" de arrendamento.

A Uniplaces é uma 'startup' que foi criada em 2012 e foi uma das que conseguiu angariar mais financiamento, totalizando até agora 28 milhões de euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.

Premium

Viriato Soromenho Marques

A política do pensamento mágico

Ao fim de dois anos e meio, o processo do Brexit continua o seu rumo dramático, de difícil classificação. Até aqui, analisando as declarações dos principais atores de Westminster, o Brexit apresenta mais as tonalidades de uma farsa. Contudo, depois do chumbo nos Comuns do Plano May, ficou nítido que o governo e o Parlamento britânicos não só não sabem para onde querem ir como parece não fazerem a mínima ideia de onde querem partir. Ao ler na imprensa britânica as palavras de quem é suposto tomar decisões esclarecidas, quase se fica ruborizado pelo profundo desconhecimento da estrutura e pelo modo de funcionamento da UE que os engenheiros da saída revelam. Com tamanha irresponsabilidade, não é impossível que a farsa desemboque numa tragicomédia, causando danos a toda a gente na Europa e pondo a própria integridade do Reino Unido em risco.