Sindicato dos tripulantes garante que não vai fazer greve no Natal

Ao contrário do que foi noticiado, presidente do sindicato garante que, apesar das críticas à denúncia do acordo empresa, não vão paralisar no Natal.

A presidente do sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo, garantiu ao Dinheiro Vivo que não vão fazer greve no Natal, ao contrário do que foi noticiado.

"O que decidimos na assembleia-geral no final do mês passado é que não há greves no Natal. As críticas à denúncia do acordo empresa é um assunto. Outro é fazer greve. Mas não vamos fazer greve nenhuma no Natal", afirmou a sindicalista, salientando que o que foi publicado pelo DV, com base numa notícia do Jornal Económico, não é verdade.

Ao contrário do que ambas as notícias referiam, também não são os pilotos que estavam em causa mas os tripulantes de voo.

Luciana Passo recorda que o que já tinha dito no final da assembleia geral do final de Novembro: "Foi aceite por unanimidade na assembleia-geral que não haverá greve, ainda que a TAP nos faça estas maldades. Não queremos criar nenhum problema à empresa, sobretudo nesta altura que iremos enfrentar que é o Natal".

"Não concordamos com a gestão que está a ser feita, os passageiros da TAP têm sido penalizadíssimos, mas não seremos nós que vamos criar problemas, muito menos com esta abertura do Estado para cumprir os acordos", acrescentou Luciana Passo.

A presidente do SNPVAC lembrou que em 2015, quando começou a reprivatização, foi assinado um acordo entre a tutela, a TAP e os sindicatos signatários que proibia a denúncia unilateral após 36 meses da assinatura do acordo, que cessaria apenas quando estivesse concluída a reprivatização.

Em causa estão condições de trabalho dos tripulantes da TAP que têm a ver com cargas de trabalho, tempos de descanso ou folgas, matérias que a administração da transportadora aérea queria ver concluídas "em apenas 19 dias" e sob "ameaça de denunciar o acordo", acrescentou Luciana Passo.
"Acontece que este processo ainda não está findo", sublinhou.

(Notícia retificada às 13:55)

ESCLARECIMENTO

"Tendo o SNPVAC tomado conhecimento da notícia veiculada pelo Jornal Económico, entretanto reproduzidas por outros órgãos de comunicação social, impõe-se um esclarecimento imediato e a reposição da verdade.
A Notícia de que "Pilotos ameaçam com nova Greve na TAP neste Natal" é absolutamente falsa.
Mais se lê na notícia que " O espectro da greve volta a ameaçar a TAP em vésperas de Natal. Os Pilotos representados pelo SNPVAC, Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil."

Desde logo os Pilotos não são representados pelo SNPVAC, são-no sim pelo SPAC, Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.

Depois, a Carta Aberta publicada pelo SNPVAC, representante dos Tripulantes de Cabine, afasta completamente a ideia de Greve durante o período de Natal. Mais uma vez se reitera: Os Tripulantes de cabine NÃO marcaram nem marcarão quaisquer períodos de Greve neste mês de Dezembro podendo os Passageiros que escolhem viajar na Companhia Aérea de bandeira, TAP Air-Portugal, estar absolutamente tranquilos podendo fazer as suas reservas e viajar connosco, não serão os Tripulantes de cabine a causar qualquer constrangimento à operação Planeada.

Não recebeu este Sindicato qualquer tentativa de contacto por parte do Jornalista que assina a peça no sentido de, como se escreve, "...obter pormenores sobre a convocação desta greve na TAP (...)".

Este tipo de notícias sem qualquer sustentação e absolutamente falso e que, ainda por cima, confunde Classes profissionais e Sindicatos em nada serve a boa veiculação de notícias.

Antes, causa pânico, compromete erradamente Instituições e distorce a realidade.
Quanto à denúncia do Acordo de Empresa dos Tripulantes de Cabine, que a TAP de facto executou, é verdadeira a notícia.

No entanto, e por causa de vários Acordos assinados, tanto pelo anterior executivo (Acordo Governo/Sindicatos), como este ano de 2017 na Comissão Permanente de Concertação Social, com a assinatura do Sr. Primeiro-Ministro, existe um impedimento para a denúncia de convenções colectivas.

este modo, e após envio de cartas abertas e Ofícios onde se solicitam explicações ao Dr. António Costa e ao Governo, aguardamos a posição oficial dos mesmos, quanto a saber se defende a discriminação de trabalhadores de acordo com as suas convicções políticas ou ideológicas.

A denúncia do Acordo de Empresa dos Tripulantes de Cabine foi uma medida unilateral da Administração da TAP, fazendo tábua rasa de todos os acordos assinados que não lhe permitiriam tal denúncia.

A gestão Privada não é eficiente, como se comprovou sem margem para dúvidas durante este Verão, e a intervenção do Accionista Estado até ao momento é totalmente ineficaz, se existente.

Importa repor a verdade, aclarar situações, assumir os compromissos, defender o interesse público e os activos nacionais.

Por isso tudo, aguardamos.

Reiteramos: Não faremos greve até ao final do ano de 2017, mas o nosso compromisso termina aí.

O Futuro, a Estabilidade, o Crescimento da Empresa, tal como todos desejamos e necessitamos, depende exclusivamente do Governo e do cumprimento dos seus compromissos que afectam milhares de Tripulantes de Cabine e uma Empresa de Bandeira.

Continuamos a aguardar a resposta oficial do Governo.

Tal como aguardamos, com a urgência que o momento exige, a correcção da notícia agora veiculada por causar confusão e não corresponder de todo à verdade."

CARTA ABERTA

Quem quer greve agora na TAP?

NÃO SÃO certamente os Tripulantes de Cabine!
Não aceitam os Tripulantes de Cabine ser empurrados para uma greve no Natal!

O SNPVAC, representante dos Tripulantes de Cabine em Portugal, não pode deixar de esclarecer os Portugueses do que realmente se passa na TAP.

Desde que se iniciou o processo de reprivatização da TAP foi óbvio que a gestão privada iria trazer grandes mudanças, não necessariamente boas para os Portugueses.

O actual Executivo reverteu o processo, ficando o Estado detentor de 50% da Empresa, mas a gestão da mesma entregou-a aos Privados.

O verão de 2017 foi o maior pesadelo para os Passageiros da TAP, mais um para os Tripulantes de Cabine.
Voos cancelados, atrasos sucessivos, voos sem serviço comercial a bordo, refeições entregues à porta do avião, voos fretados, falhas no programa Vitória, falta de espaço para colocação de bagagem, falta de privacidade, a promessa e venda de um conceito e serviço, que no final não é cumprido, mas cobrado.

A TAP, que deveria manter-se ao nível das companhias de bandeira europeias e defender os interesses nacionais, mas tem uma gestão privada cujas opções têm sido maioritariamente para obtenção de benefícios e mais-valias para a Companhia Aérea Brasileira Azul, cujo accionista maioritário é o Sr. David Neelman.
Quem tem 45% da Empresa manda, retrai a TAP e retira dividendos. Mas quem pagará a factura final?

Os Portugueses; se o accionista Estado, que conta com 6 elementos no Conselho de Administração, pagos pelo erário público, nada fizer.

O Grupo TAP está entregue a Portugueses que não mandam, e a estrangeiros com avidez de lucros próprios.
Porque não tenhamos dúvidas que foi conseguida uma PPP!

Porque não é público o plano estratégico para o futuro da TAP?

Como está a dívida da TAP?

Ganhos onde? Prejuízos onde?

Há um prejuízo que infelizmente todos podemos verificar, a degradação da imagem e do prestígio da TAP.

O mau produto actualmente disponibilizado aos Passageiros é alvo de maquilhagem de um Marketing de Charme, pago a peso de ouro por todos nós.

A TAP tem vindo sempre a crescer, pelo que é incompreensível que agora surja este ataque violento e ilegal aos Trabalhadores, baseado numa desmedida ambição de lucros para terceiros.

Assim, numa derradeira manobra de esconder a má-gestão operacional, vem a Comissão Executiva denunciar o Acordo de Empresa dos Tripulantes, para tentar forçar os mesmos a uma reacção emotiva daqueles que dão diariamente a cara pela Empresa e nunca se furtaram ao diálogo.

Sabe bem esta Comissão Executiva que seria natural que, provocando mais uma vez uma Classe profissional que tudo faz no dia-a-dia para o crescimento da Empresa, sacrificando-se em folgas, férias e tempo familiar, sem nunca ver reconhecido o seu esforço, pelo contrário sempre alvo de ataques sistemáticos da sua Empresa, convocasse uma Greve nesta época Natalícia.

Reunidos em Assembleia Geral, os Tripulantes de Cabine repudiaram esta provocação.

A TAP, que se diz apologista da cooperação e diálogo, em resposta, denuncia então unilateralmente o Acordo de Empresa, quando legalmente não o poderia fazer.

Relembramos que o anterior Executivo (PSD/CDS), aquando da venda da TAP, estabeleceu um acordo que proibia denúncias unilaterais de Acordos de Empresa até Janeiro de 2018, abrangendo este acordo todos os trabalhadores da TAP independentemente dos Sindicatos que firmaram esse acordo.

Essa mesma garantia, de não denúncia unilateral de Acordos de Empresa, foi-nos transmitida pessoalmente pelo Dr. Miguel Frasquilho, Presidente do Conselho de Administração da TAP (nomeado pelo actual Governo), e também pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Sr. Prof. Dr. Guilherme d"Oliveira Martins.

Perante este cenário, questionamos se o actual Executivo (PS), sustentando por outros 3 partidos (BE, PCP, PEV) permitirá que este acordo de estabilidade para os Trabalhadores e para a TAP seja ignorado pela gestão privada.

O SNPVAC e os Tripulantes de Cabine da TAP solicitam uma tomada de posição do Governo que garanta aos trabalhadores, aos Portugueses e aos Passageiros da TAP, estabilidade e uma Empresa cada vez melhor.

Sr. Primeiro-Ministro, acreditamos que "palavra dada é palavra honrada!"

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