Trabalhadores da segurança de aeroportos iniciam hoje greve

A ANA admite que a greve de cinco dias das empresas de segurança pode causar constrangimentos

Os trabalhadores da segurança dos aeroportos começam hoje uma greve de cinco dias exigindo melhores condições laborais, um protesto que coincide nos primeiros dois dias com o controlo de fronteiras devido à visita do papa Francisco.

A paralisação dos trabalhadores das empresas de segurança privada Prosegur e Securitas, convocada pelo Sitava, prolonga-se até quarta-feira e vai abranger todos os aeroportos nacionais, com o objetivo de exigir melhores condições de trabalho, nomeadamente quanto aos horários de trabalho e salários.

A ANA - Aeroportos de Portugal admite que a greve de cinco dias das empresas de segurança pode causar constrangimentos, recomendando aos passageiros que despachem a bagagem e que se desloquem para o aeroporto pelo menos duas horas antes dos voos.

Em comunicado, a ANA - Aeroportos de Portugal afirma que "é previsível que o processamento de passageiros nos aeroportos nacionais sofra constrangimentos" durante esse período e recomenda aos passageiros que viagem entre 13 e 17 de maio que "procurem ou aguardem as instruções transmitidas pelas suas companhias aéreas".

A ANA sugere também que "os passageiros procedam ao despacho de bagagem no 'check-in', isto é, no porão, para reduzir o número de peças a rastrear no controlo de bagagem de mão" e que "cheguem ao aeroporto com, pelo menos, duas horas de antecedência em relação à hora do seu voo".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.