TAP: "Questão dos odores a bordo é temporária e não é nociva"

Antonoaldo Neves sublinhou que a questão dos odores nos novos aviões é temporária mas não é nociva. Contudo, ainda não há explicação para os enjoos.

Antonoaldo Neves, CEO da TAP, esteve esta quinta-feira no Parlamento onde abordou a questão dos odores e dos enjoos reportados pelas tripulações nos novos aviões adquiridos pela empresa, os A330-900.

A TAP conta já com 10 aeronaves desta gama, enquanto a concorrência tem seis. Salientando que a transportadora portuguesa tem sido a única a reportar problemas ao nível de odores, explicou que estes cheiros estão associados à entrada de ar nos motores. A TAP está a acompanhar a situação e defende que, à medida que as aeronaves fazem mais voos, os odores vão diminuindo.

Deixou ainda claro que a companhia "nunca colocaria passageiros e trabalhadores em risco" e garantiu que têm "centenas de páginas técnicas, que foram entregues aos sindicatos e à ANAC" e que nos foram fornecidas pela Airbus, fabricante destas aeronaves.

Deixou ainda claro que a companhia "nunca colocaria passageiros e trabalhadores em risco" e garantiu que têm "centenas de páginas técnicas, que foram entregues aos sindicatos e à ANAC" e que nos foram fornecidas pela Airbus, fabricante destas aeronaves.

"Estamos seguros que a questão dos odores a bordo é temporária, não é nociva" para as pessoas, disse.

Quanto à questão dos enjoos, reportados igualmente pelas tripulações, Antonoaldo Neves afirmou que "são um mistério. Não conseguimos identificar" as causas que levam ao mau estar. Tal como na questão dos odores, a fabricante dos aviões está a acompanhar a situação, havendo mesmo técnicos da empresa a realizar voos na TAP para tentarem encontrar a raiz do problema.

"Consideramos a aeronave segura, sem problemas. Está a voar bem. Os motores estão a ir muito bem e estamos muito satisfeitos com os resultados. Vamos continuar a dar apoio a todos os trabalhadores porque é um assunto sério", rematou.

Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.