Suíços rejeitam receber 2260 euros por mês só por estarem vivos

Segundo as projeções da televisão pública, 78% dos suíços rejeitaram o referendo que previa dar um subsídio para todos.

Os suíços rejeitaram, sem surpresa, a criação de um Rendimento Básico Incondicional, um projeto revolucionário que implicaria a atribuição mensal de 2500 francos suíços (2260 euros) a cada adulto e 650 francos suíços para cada criança, sem contrapartida. A ideia era a de que este subsídio, que acabaria com qualquer outro abono, iria promover a dignidade humana e o serviço público.

O dinheiro seria atribuído a todos os suíços e aos estrangeiros que vivessem no país há cinco anos, quer tivessem ou não um emprego.

A Suíça é o primeiro país a realizar um referendo sobre o tema, mas outros estados, como a Finlândia, estão a estudar fazer o mesmo. Segundo a AFP, para a maioria dos suíços, que veneram o valor do trabalho, receber dinheiro sem contrapartidas é inconcebível. Em 2012, já tinham recusado aumentar as férias de quatro para seis semanas, temendo uma diminuição da produtividade.

Apesar de terem recusado o Rendimento Básico Incondicional, os suíços terão contudo aceite acelerar os procedimentos de asilo para os refugiados (66% aprovaram a reforma que prevê que o procedimento demore, no máximo, 140 dias). E também aceitaram, segundo as projeções com os votos de 61% dos eleitores, a introdução do Diagnóstico Genético Pré-Implantação, um método de diagnóstico pré-natal utilizado em técnicas de reprodução medicamente assistida e que visa prevenir a transferência de embriões portadores de graves doenças genéticas.

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