Sete voos cancelados em Lisboa devido à greve na Ryanair

Além de Lisboa foram cancelados voos no Porto e em faro. Ao todo, cerca de 75% dos voos da companhia low-cost não se realizaram

Sete voos para esta quinta-feira estão já cancelados no aeroporto de Lisboa devido à greve dos tripulantes de cabine da Ryanair, segundo informação disponível às 07:45 na página da ANA -- Aeroportos de Portugal. Ao todo, cerca de 75% dos voos com partida e chegada aos aeroportos do continente foram cancelados devido à greve dos tripulantes de cabine, segundo o Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil às 08:45 desta quinta-feira.

Os tripulantes de cabine da transportadora aérea Ryanair cumprem hoje o último de dois dias de greve europeia para exigirem a aplicação da lei nacional.

"Posso confirmar que sete dos voos planeados foram cancelados no Porto, em Faro foram todos cancelados, ou seja, sete em sete, e em Lisboa estão três cancelados dos cinco planeados", disse à lusa o dirigente sindical Bruno Fialho, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

De acordo com Bruno Fialho, até às 08:45 estavam cancelados cerca de 75% dos voos. "No primeiro dia de greve [quarta-feira] foram cancelados 65% dos voos", indicou.

"No primeiro dia de greve [quarta-feira] foram cancelados 65% dos voos"

De acordo com informação disponível na página da ANA, às 07:45 estavam cancelados três voos que deviam partir do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com destino ao Luxemburgo, Bruxelas (Bélgica) e Marselha (França).

No que diz respeito às chegadas ao aeroporto de Lisboa, às 07:45 estavam canceladas as chegadas de quatro voos, dois provenientes de Bruxelas (Bélgica), um do Luxemburgo e outro do aeroporto Sá Carneiro, no Porto.

Às 07:45 não havia mais informação sobre cancelamentos de voos da Ryanair na página da ANA.

A decisão de partir para a greve foi tomada a 5 de julho numa reunião, em Bruxelas, entre vários sindicatos europeus para exigirem que a companhia de baixo custo aplique as leis nacionais laborais e não as do seu país de origem, a Irlanda.

Com a greve, os trabalhadores querem exigir que a transportadora irlandesa aplique a legislação nacional, nomeadamente em termos de gozo da licença de parentalidade, garantia de ordenado mínimo e que retire processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo dos aviões abaixo das metas definidas pela empresa.

A Ryanair tem estado envolvida, em Portugal, numa polémica desde a greve dos tripulantes de cabine de bases portuguesas por ter recorrido a trabalhadores de outras bases para minimizar o impacto da paralisação, que durou três dias, no início de abril.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) tem denunciado, desde o início da paralisação, que a Ryanair substitui ilegalmente grevistas portugueses, recorrendo a trabalhadores de outras bases.

A empresa admitiu ter recorrido a voluntários e a tripulação estrangeira durante a greve.

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