Seis interessados em operar o Metro do Porto

Vencedor assegurará a operação do metro no período 2018-2025

Seis concorrentes apresentaram propostas ao concurso público para a subconcessão da operação e manutenção da rede do Metro do Porto no período 2018-2025, informou hoje a sociedade que gere aquele sistema de transporte.

Em comunicado, a Metro do Porto adianta que "o júri do concurso público internacional irá agora analisar a admissibilidade das propostas apresentadas, devendo dentro de dias apresentar o seu relatório ao conselho de administração que o analisará e votará uma decisão de adjudicação".

Segundo a Metro do Porto, apresentaram propostas as empresas "Barraqueiro SGPS, SA; Corporatión Española de Transportes, SL; DST - Domingos Silva Teixeira, SA; MEAS/Manvia/ME SGPS/MGC; Neopul, SA e Transdev Mobilidade, SA".

O preço base do procedimento concursal ascende os 221 milhões de euros, mais concretamente 221.212.822,89 euros, e o critério de adjudicação é o "preço mais baixo".

A empresa ou consórcio que vier a ganhar a operação e a manutenção do sistema de metro ligeiro da Área Metropolitana do Porto (AMP) receberá a subconcessão por um período de sete anos, a partir de abril do próximo ano.

No âmbito deste concurso público, o vencedor assegurará a operação do metro, que inclui a segurança e apoio aos clientes, bem como as grandes revisões da frota de material circulante, as grandes manutenções de sistemas técnicos e do sistema de bilhética.

A operação da Metro do Porto está concessionada desde 2010 à ViaPorto (formada pela Barraqueiro, Arriva, Keolis e Manvia) e o contrato cessa em abril de 2018.

Nove dias depois de tomar posse, no final de 2015, o Governo anunciou que ia suspender o processo de obtenção de visto prévio para os contratos de subconcessão dos transportes de Lisboa e do Porto, para evitar entrarem em vigor.

O visto do Tribunal de Contas era o elemento em falta no processo para que a privatização das empresas, negociada pelo anterior governo, liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho, se efetivasse.

Ainda em dezembro de 2015, o Ministério do Ambiente admitiu "situações de legalidade duvidosa" nos processos dos contratos de subconcessão das empresas de transportes de Lisboa e Porto, reiterando que a decisão de reverter as subconcessões estava tomada.

Em fevereiro de 2016, as administrações da Metro do Porto e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) anularam os contratos de subconcessão à Transdev e à Alsa, respetivamente, devido a "invalidades diversas".

Cerca de um mês depois, a administração da Metro do Porto concretizou a anulação do contrato com a Transdev e pediu ao Governo para fazer um novo aditamento ao contrato com a ViaPorto, até 2018.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.