Ryanair cancela 16 voos na Irlanda na terça-feira por greve de pilotos

A paralisação vai afetar 2500 passageiros. Quarta e quinta-feira a greve vai atingir 18 mil pessoas em Portugal

A Ryanair anunciou esta sexta-feira o cancelamento de 16 voos dos 290 previstos na Irlanda na próxima terça-feira devido à greve dos pilotos, situação que afetará 2500 passageiros e se deve à falta de acordo com o sindicato.

"Uma vez que o sindicato Forsa negou, mais uma vez, aceitar o nosso pedido para cancelar a terceira greve convocada por uma minoria (25%) dos nossos pilotos irlandeses - que ganham entre 150 mil e 200 mil euros -, lamentamos ter de cancelar 16 (5%) dos mais de 290 voos previstos para a Irlanda na próxima terça-feira", afetando assim viagens para o Reino Unido, informou a companhia aérea.

Através de uma publicação feita na rede social Twitter, a Ryanair precisa que "todos os 2500 passageiros afetados já foram notificados por e-mail ou mensagem de texto e serão remetidos para outros voos" nos próximos sete dias ou terão direito a indemnização.

"É lamentável que o Forsa esteja sem comunicar desde quarta-feira, enquanto centenas de clientes irlandeses e as suas famílias têm as suas férias estragadas", adianta a transportadora aérea.

Na semana passada, os pilotos contratados diretamente pela Ryanair na Irlanda - cerca de uma centena - informaram que vão voltar a fazer greve nos dias 20 e 24 de julho, depois de a paralisação anterior ter afetado cerca de 5000 passageiros.

A estes protestos de 24 horas da Associação de Pilotos Irlandeses de Linhas Aéreas (IALPA), filiada no sindicato Forsa, vão seguir-se as greves dos tripulantes de cabine da Ryanair em Portugal, Espanha, Bélgica e Itália nas próximas quarta e quinta-feira. Esta paralisação vai afetar no caso português cerca de 18 mil passageiros que deveriam utilizar, segundo as estimativas da empresa, os 50 dos 180 voos previstos.

No dia em que foi anunciada a greve de hoje, a Ryanair instou os pilotos a regressarem à mesa de negociações para abordar os "onze pedidos chave" do sindicato, que incluem, entre outros, o reconhecimento da antiguidade como critério de promoção e a introdução de um sistema que regule a mobilidade entre as bases da companhia aérea.

A companhia, sediada em Dublin, sublinhou que a IALPA não conseguiu avanços após a paragem de 24 horas convocada para quinta-feira da semana passada, que provocou o cancelamento de cerca de 30 dos 290 voos programados, todos entre a Irlanda e o Reino Unido.

Os cerca de 5000 clientes afetados receberam a devolução do preço do bilhete ou foram reencaminhados para outros voos para chegar ao destino.

Segundo a companhia aérea, o protesto da IALPA teve um impacto limitado graças, também, aos "esforços da maioria" dos pilotos que trabalharam na quinta-feira "com normalidade", numa referência ao resto dos pilotos na Irlanda, cerca de 250, que estão contratados através de agências ou são autónomos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.