Ryanair cancela 146 voos em três países devido a greve de pilotos

Paralisação do dia 10 afeta Bélgica, Suécia e Irlanda

A Ryanair cancelou 146 voos, de um total superior a 8.300, que deveriam ser efetuados na Bélgica, Suécia e Irlanda na próxima sexta-feira, no âmbito das greves decretadas pelos pilotos da transportadora aérea de baixo custo.

No próximo dia 10, a "greve desnecessária" obrigou a cancelar 104 voos de e para a Bélgica, de uma operação prevista de mais de 2.400, segundo a companhia irlandesa, que garantiu que aos passageiros afetados estão a ser apresentadas soluções alternativas.

Quanto à Suécia foram cancelados 22 voos de mais de 2.400 viagens agendadas, enquanto na quinta paralisação dos pilotos irlandeses, desde 12 de julho, ficarão por realizar 20 de 300 voos planeados, afetando 3.500 passageiros acrescentou a empresa.

Já hoje e quando decorre a quarta greve dos pilotos da Irlanda, o diretor de pessoal da Ryanair, Eddie Wilson, considerou que a "última forma de introduzir bom senso é através de uma mediação por terceiros".

Citado em comunicado, o responsável sugeriu o nome de Kieran Mulvey, antigo membro da comissão de relações laborais na Irlanda.

A Ryanair reafirmou que a greve de hoje de 25% dos pilotos irlandeses cancelou 20 dos 300 voos previstos de ou para a Irlanda.

Em 10 de agosto devem também paralisar os pilotos da Alemanha e Holanda.

Na semana passada, tripulantes de cabine de Itália, Portugal, Espanha e Bélgica estiveram em greve para reclamar, nomeadamente a aplicação das leis laborais nacionais e não da irlandesa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?