Ryanair lança voos nas rotas suspensas pela TAP a partir de outubro

O presidente da câmara Rui Moreira esteve reunido com a Ryanair por causa de rotas suspensas pela TAP

O presidente da Câmara do Porto esteve reunido ao início da tarde com o diretor de desenvolvimento de rotas da Ryanair, Niall O'Connor, tendo conseguido a garantia de que a companhia aérea pretende ocupar, a partir de novembro, o espaço das rotas suspensas pela TAP.

Em conferência de imprensa no Porto, logo em seguida, a companhia aérea anunciou o calendário de inverno, que começa em outubro, que inclui uma nova rota para Varsóvia e três ligações de inverno para Dublin, Liverpool e Valência, bem como voos adicionais para Madrid, Barcelona, Milão e Bruxelas.

Esta estratégia permitirá, segundo a companhia, "transportar 3,4 milhões de clientes por ano e apoiar 2.600 empregos no Aeroporto do Porto".

Em janeiro, a TAP anunciou que ia suspender a partir de 27 de março quatro rotas do Porto para Barcelona, Milão, Bruxelas e Roma, e outras cinco de Lisboa com ligação a diferentes cidades europeias.

Segundo fonte oficial da presidência da autarquia, Rui Moreira tinha manifestado, na reunião, especial preocupação com os voos para Milão, devido às indústrias do calçado e do têxtil.

O autarca tem feito muita pressão política, desde que a TAP anunciou a supressão das rotas do Porto para as quatro cidades europeias. Tem também realizado contactos com vista a suprimir essa lacuna. A 20 de janeiro já se havia reunido com responsáveis da Ryanair em Madrid.

Rui Moreira dará esclarecimentos sobre o encontro de hoje na conferência de imprensa que tem agendada para as 17h00 sobre o estacionamento no Porto.

Esta manhã, o diretor de marketing da Ryanair, Kenny Jacobs, admitira que a companhia iria avaliar as quatro rotas europeias da TAP canceladas a partir do Porto.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.