Resultados líquidos da EDP caem 74% até setembro

A culpa é dos CMEC. A EDP espera encerrar o ano com resultados líquidos entre os 500 e os 600 milhões de euros, tal como já tinha avançado.

Os resultados líquidos da EDP desceram 74% nos primeiros nove meses de 2018, de 1147 milhões para 297 milhões de euros, no acumulado até setembro, por comparação com igual período do ano passado. A EDP espera encerrar o ano com resultados líquidos entre os 500 e os 600 milhões de euros, tal como já tinha avançado.

A queda a pique neste trimestre era já esperada pelos analistas e é agora justificada tendo em conta o ganho extraordinário de 560 milhões de euros que a empresa registou em 2017 com a venda da Naturgas em Espanha, um encaixe que não se repetiu este ano, e acima de tudo com o registo nas contas da elétrica de uma provisão extraordinária de 285 milhões de euros motivada pelo último despacho do ex-secretário de Estado da Energia, Jorge seguro Sanches, sobre a alegada sobrecompensação por via dos custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC).

Quanto ao lucro recorrente aumentou 2%, de 558 para 570 milhões de euros, enquanto as operações desceram 26% nos três primeiros trimestres do ano. A empresa destaca os fracos resultados em Portugal que dizem respeito a apenas 18 milhões de euros, ou seja, 6% do resultado líquido da empresa, muito por via dos custos relacionados com a regulação, que já ascendem a 320 milhões de euros. No país a empresa tem um investimento que já ascende a 10 mil milhões de euros.

Pelo contrário, 84% do resultado líquido da EDP está relacionado com as operações no estrangeiro, sobretudo de Espanha e do Brasil.

A dívida da EDP situa-se em 14,5 mil milhões de euros.

Jornalista do Dinheiro Vivo

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