Governo, ANTRAM e sindicato reúnem às 21:00. Decretada situação de alerta

Governo decreta situação de alerta e determina medidas excecionais.

Os ministros da Administração Interna e do Ambiente e da Transição Energética declararam esta terça-feira a "situação de alerta" devido à greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, implementando medidas excecionais para garantir os abastecimentos.

Esta situação de alerta para o período compreendido entre hoje e até às 23:59 do dia 21 de abril, segundo uma nota do Governo enviada à Lusa, determina a "elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção civil, com reforço de meios para operações de patrulhamento e escolta que permitam garantir a concretização das operações de abastecimento de combustíveis, bem como a respetiva segurança de pessoas e bens".

A nota refere que o Governo também determina a "declaração de reconhecimento de crise energética, que acautele de imediato níveis mínimos nos postos de abastecimento, de forma a garantir o abastecimento de serviços essenciais, designadamente para forças e serviços de segurança, assim como emergência médica, proteção e socorro".

Reunião às 21:00 entre sindicatos e governo

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Mercadorias Perigosas vão reunir hoje, às 21 horas, nas instalações deste ministério para tentar chegar a acordo para o fim da greve dos motoristas que se iniciou ontem à meia-noite.

Pedro Henriques, vice-presidente do sindicato, espera chegar a acordo com a ANTRAM, e afirmou-se já satisfeito com o fato de se ir todos sentar à mesa das negociações. "É um bom sinal" que a ANTRAM deu, disse Pedro Henriques.

Requisição militar pode ser a solução à greve dos motoristas

A Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) tem estado durante a tarde reunida com o Governo para chegar a uma solução para o abastecimento de combustíveis ao país, fruto da greve dos motoristas de matérias perigosas. Uma das soluções que está em cima da mesa é a requisição militar, disse Gustavo Paulo Duarte, à SIC Notícias.

A paralisação dos motoristas de matérias perigosas, com uma adesão de 100%, decorre desde a meia-noite de ontem e está a ter efeitos nas operações dos aeroportos de Lisboa e Faro, que estão com problemas de combustível, para além de já haver postos de abastecimento pelo país sem gasolina.

O Governo decretou hoje a requisição civil para fazer cumprir os serviços mínimos. O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas defende que têm cumprido com o abastecimento aos hospitais e serviços de proteção civil.

A greve, que envolve perto de mil motoristas, prende-se com a reivindicação de melhores condições salariais e de trabalho.

em atualização

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