Produtora canadiana de canábis quer produzir duas toneladas por ano em Portugal

Aurora Cannabis comprou 51% da Gaia Pharm por um valor não revelado, dizendo que o país é "um mercado atrativo".

A canadiana Aurora Cannabis vai entrar em Portugal, após ter comprado 51% da Gaia Pharm, produtor de marijuana medicinal, por um valor não revelado, foi hoje anunciado.

Portugal constitui "um mercado atrativo" devido à sua "legislação favorável aos produtores" e à "competitividade da mão-de-obra", disse, num comunicado citado pela AFP, a Aurora Cannabis, uma das maiores produtoras mundiais de canábis.

De acordo com a mesma fonte, a filial portuguesa da Aurora Cannabis, que vai ser constituída até ao final do terceiro trimestre de 2020, pretende atingir cerca de duas toneladas de canábis, por ano, em Portugal.

"Com este novo projeto, passamos a estar presentes em 24 países, o que nos afirma, acreditamos nós, como a empresa de canábis com maior presença no mundo", referiu, no mesmo documento, o presidente executivo da Aurora Cannabis, Terry Booth.

Com a filial portuguesa pretendemos ainda "conquistar uma quota significativa no mercado europeu, que está em rápido crescimento", sublinhou.

A legalização do uso de canábis para fins medicinais foi aprovada em junho de 2018 e a regulamentação foi publicada em Diário da República em 15 de janeiro.

A regulamentação estabelece que o cultivo, fabrico e comércio da canábis para fins medicinais só pode ser feito depois de autorização do Infarmed, que deve ser atualizada todos os anos.

Estabelece também que os produtos à base de plantas de canábis só podem ser vendidos através de prescrição médica, e que as entidades que tiverem autorização para o cultivo, o fabrico, comercialização ou importação de medicamentos à base da planta de canábis devem renovar o pedido de autorização todos os anos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

adoção

Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.