Prestações de crédito à habitação voltam a cair em janeiro para mínimo de 6 anos

Os valores para janeiro são os mais baixos desde dezembro de 2010

Os clientes com crédito à habitação voltam a pagar menos este mês ao banco, estando as prestações a tocar valores mínimos de seis anos, segundo os cálculos feitos para a Lusa pela Deco/Dinheiro&Direitos.

Num empréstimo no valor de 150 mil euros a 30 anos indexado à Euribor a seis meses com um 'spread' (margem de lucro do banco) de 1%, esse cliente vai passar a pagar já este mês 467,59 euros, menos 3,79 euros face à mensalidade que pagava desde a última revisão, em julho.

Já num empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o valor a pagar é de 461,00 euros, menos 0,93 euros do que na revisão de outubro.

Em ambos os casos, os valores para janeiro são os mais baixos desde dezembro de 2010, altura em que a Lusa começou a compilar estes dados.

As prestações da casa têm caído consecutivamente acompanhando a redução das taxas Euribor que negoceiam mesmo em valores negativos históricos.

Em dezembro, a média mensal da taxa Euribor a seis meses foi de -0,218% e a três meses de -0,316%.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.