Preços sobem na OCDE em maio, mas menos que em abril

Preço dos bens alimentares aumentou 1,6% em maio, cinco décimas acima do que em abril

A inflação homóloga na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) situou-se nos 2,1% em maio, menos três décimas do que em abril devido à evolução dos preços da energia, em particular do petróleo.

De acordo com os dados divulgados hoje, os preços da energia, que tinham avançado 8,2% em termos homólogos em abril, voltaram a subir 5,2% em maio.

O preço dos bens alimentares, por sua vez, aumentou 1,6% em maio, cinco décimas acima do mês anterior.

A inflação subjacente, que exclui a alimentação e a energia, ficou-se pelos 1,8% (1,9% em abril).

Segundo a OCDE, a inflação abrandou em muitos dos grandes países membros, à exceção do Reino Unido, onde houve uma subida de duas décimas até aos 2,9% devido à desvalorização da libra face às principais divisas.

Na zona euro, a inflação diminuiu cinco décimas para os 1,4%, nos EUA três décimas para os 1,9% e no Japão manteve-se estável nos 0,4%.

As taxas de inflação mais elevadas observaram-se na Turquia (11,8%), México (6,2%), Estónia (3,5%), Reino Unido (2,9%), Letónia (2,7%) e Chile (2,6%).

A inflação foi negativa na Islândia (-2,5%) e nula na Irlanda.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.