Portugal com 16.ª carga fiscal mais alta da OCDE

Situação fiscal dos trabalhadores melhora desde 2015, mas carga de impostos e contribuições está ainda acima de 2010

Portugal melhorou a posição no ranking de países da OCDE com maior carga fiscal sobre o trabalhador, mas está ainda entre aqueles onde a tributação do trabalho mais cresceu, e se manteve, no período após a crise de dívida europeia.

A carga fiscal média sobre o trabalhador solteiro português foi, no ano passado, de 27,5%, a 16.ª mais elevada das economias ocidentais, segundo dados da organização divulgados ontem. No ano anterior, o país estava no 15.º lugar, com uma carga fiscal de 27,75% para o mesmo tipo de contribuinte. A carga fiscal total sobre o trabalho (incluindo as contribuições dos empregadores para a Segurança Social) baixou para 41,4% (13.º lugar).

A carga fiscal média portuguesa mantém-se 2 pontos percentuais acima da média da OCDE. Ao mesmo tempo, preserva grande parte da margem adicional de tributação introduzida durante os anos de crise. Os trabalhadores portugueses entregaram no ano passado à administração fiscal impostos e contribuições 5,28 pontos percentuais acima dos montantes de 2010. Este aumento português compara com uma descida de 0,64 p.p. em Espanha, e com subidas de 2,73 p.p. na Grécia, de 0,68 p.p. na Alemanha, e de 1,34 p.p. em França, por exemplo.

Em Portugal, a tributação média dos trabalhadores está agora ao nível da de 2013, encontrando-se a descer desde 2015 (menos 0,93 pontos percentuais). Na OCDE, a média é de 25,5%. Além de Portugal, outros 12 países registaram descidas no ano passado.

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