PIB e inflação crescem em Portugal em 2016 e desemprego desce

A evolução da taxa de desemprego é descendente passando dos 12,4% de 2015, para 10,7% em 2018, depois de previsivelmente atingir os 11,3% em 2017

O Banco Central Europeu divulgou na quinta-feira as previsões do Eurosistema até 2018, que prevê para Portugal, em 2016, um crescimento de 1,3%, uma inflação de 0,7% e um desemprego de 11,9%.

O Eurosistema, que junta o Banco Central Europeu e os bancos nacionais dos países que adotaram o euro, faz assim sua a previsão de crescimento que o Banco de Portugal divulgou no passado dia 08, quando publicou o boletim económico de junho.

Estes valores comparam também com os 1,8% que o Governo inscreveu no Orçamento do Estado para 2016 e manteve no Programa de Estabilidade 2016-2020, apresentado em abril último, os 1,5% avançados pela Comissão Europeia e os 1,4% previstos pelo Fundo Monetário Internacional.

A evolução da taxa de desemprego é descendente ao longo do período considerado, passando dos 12,4% de 2015, para 10,7% em 2018, depois de previsivelmente atingir os 11,3% em 2017.

O Eurosistema assumiu também as previsões do boletim económico relativamente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos. Assim, depois dos 1,3% esperados para este ano (contra os 1,5% previstos em março), é esperado um crescimento do PIB de 1,6% em 2017 (abaixo dos 1,7% antecipados há três meses) e 1,5% em 2018 (contra os 1,6% anteriormente projetados).

Estas previsões são mais pessimistas do que as do Governo, que em abril antecipou que o PIB cresceria 1,8% este ano e no próximo, acelerando o ritmo de crescimento ligeiramente nos anos seguintes, para 1,9% em 2018 e 2,0% em 2020.

Entretanto, em 31 de maio, o Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em alta o crescimento da economia no primeiro trimestre, com o PIB a crescer 0,9% em termos homólogos e 0,2% face ao trimestre anterior.

Ao longo do período considerado, ainda segundo o Eurosistema, a economia portuguesa deve continuar porém a divergir com a média da zona euro. Com efeito, os crescimentos comparados indicam sempre taxas médias superiores em relação às de Portugal, com 1,6% em 2016, repetindo 2015, e 1,7% em 2017 e 2018.

Por outro lado, a relativa melhoria da economia esperada para 2017 e 2018, com os mencionados crescimentos mais fortes do PIB e a esperada descida da taxa de desemprego, justifica a aguardada aceleração da taxa de inflação, que dos 0,5% de 2015 deve passar para 1,5% em 2018, depois de registar 0,7% em 2016 e 1,4% em 2017.

Portugal parece assim evitar o perigo da deflação, à semelhança da zona euro, que apresentou em 2015 uma média de zero por cento na variação dos preços no consumidor e sete Estados onde os preços apresentaram uma variação negativa.

Para o ano em curso, a média prevista é de 0,2%, saltando depois para 1,3% em 2017 e 1,6% em 2018.

Na vertente do desemprego, a descida esperada da taxa será mais acentuada em Portugal, uma vez que os valores médios da Zona Euro, depois dos 10,9% de 2015, devem ser de 10,2% no ano em curso, de 9,9% em 2017 e 9,5% em 2018.

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