Pensões até 842,6 euros deverão aumentar 0,5% em 2017

Aumento será provocado pela inflação, segundo o Instituto Nacional de Estatística

As pensões até 842,6 euros deverão ter um aumento de 0,5% em 2017, de acordo com os valores da inflação hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A inflação média de doze meses sem habitação, que serve de base ao cálculo das pensões, situou-se em novembro nos 0,5%, segundo o INE.

Este valor servirá de base para no próximo ano serem calculadas as pensões de valor igual ou inferior a duas vezes o Indexante de Apoios Sociais (em vez de 1,5 IAS), de acordo com uma alteração aprovada este ano na lei do Orçamento do Estado.

À luz das novas regras aprovadas pelo executivo, o valor do IAS -- que esteve congelado sete anos - deverá também ser atualizado 0,5% (também em linha com a inflação média de 12 meses sem habitação hoje divulgada), pelo que a atualização abrangerá todas as pensões até aos 842,6 euros.

Esta medida acresce à "atualização extraordinária" de dez euros decidida pelo Governo a partir de agosto no próximo ano para todas as pensões até 631,47 euros (1,5 vezes o valor do IAS).

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.